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Títulos académicos falsos? “Não é verdade”, responde uma ARS Norte “aberta à avaliação”

cirurgia genericaHá diretores de agrupamentos de centros de saúde a serem nomeados com títulos académicos falsos? A FNAM diz que sim e exige que os nomeados entreguem “comprovativos de todos os cargos referidos nos currículos”, a ARS Norte nega e admite avaliar qualquer situação duvidosa.

A afirmação de que há diretores de agrupamentos de centros de saúde a serem nomeados com títulos académicos falsos “não é verdade”. A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) rejeita por completo as acusações da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), distribuindo um comunicado a insistir que “não foram até ao momento nem relatadas, nem objetivadas” qualquer situação irregular semelhante à relatada pela FNAM.

“A haver algo de concreto, que até ao momento não houve, a ARS Norte está interessada e aberta à avaliação que se venha a determinar necessária”, complementa a instituição, na mesma nota.

Segundo a acusação da FNAM, o Ministério da Saúde já terá pedido aos diretores executivos recentemente nomeados que apresentassem “novos elementos de avaliação curricular e de competências em gestão” e “comprovativos de todos os cargos referidos nos currículos entregues”. Algo que, segundo o comunicado da ARS Norte, já era da responsabilidade dos candidatos: “em todos os casos desta natureza, compete aos nomeados a responsabilidade pelas informações pessoais e curriculares”. O organismo sublinha mesmo que “a violação deste princípio encontra-se prevista no ordenamento jurídico”.

Mesmo assim, a FNAM considerou “estranho” e “porventura único na administração pública” que só depois das nomeações “se decida analisar a adequação dos perfis em função dos cargos a que se destinam e, por conseguinte, reavaliar e verificar documentalmente os curricula apresentados”.

Já o Sindicato de Médicos do Norte, ainda em agosto, tinha acusado o ministro da Saúde de “tráfico de influências” quanto à nomeação de novos diretores nos agrupamentos de centros de saúde da ARS do Norte, referindo a nomeação de “seis” que nem eram médicos, nem exerciam funções na área. No mesmo mês, também a Ordem dos Médicos do Norte revelou a “preocupação” com as nomeações de elementos com “total ausência de experiência” no setor da saúde.

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