Motociclismo

Testes em Le Mans levantaram o moral a Johann Zarco

O moral de Johann Zarco no começo da sua campanha ao serviço da KTM no MotoGP tem estado em baixo, devido à forma como tem sido suplantado em toda a linha pelo seu companheiro de equipa. Mas os recentes testes em Le Mans terão desanuviado um pouco a situação.

Antigo ‘recruta’ da Tech3, quando a formação gaulesa era a equipa ‘satélite’ da Yamaha, até ao ano passado, o piloto francês tem tido muita dificuldade em adaptar-se à condução da KTM RC16.

Zarco só marcou cinco pontos nas três primeiras corridas com a moto austríaca, ou seja menos 13 do que o seu colega de equipa, Pol Espargaró, e apenas mais dois do que Miguel Oliveira, numa moto idêntica mas da Tech3.

A equipa deslocou-se ao Circuito Bugatti, em Le Mans, para um teste privado, em que Zarco e Espargaró foram ajudados por Mika Kallio, o piloto de testes, e esses ensaios acabaram por ser benéficos para o piloto francês.

“Foi bom voltar à moto mas sem o stress dos primeiros e segundos treinos livres. Isso ajudou-me a fazer um bom trabalho. Mesmo se comecei longe terminei com a base correta, e isso deu-me uma boa motivação e uma maior confiança”, refere Johann Zarco.

O gaulês explica: “Estou contente porque percebi o que o stress nos pode causar, situação que ocorre com apenas duas sessões de treinos à sexta-feira, quando ainda não estamos prontos. É difícil estar pronto quando não se começa a um nível alto e é bastante complicado atingir esse nível”.

Zarco adianta que tentou diferentes chassis e que isso o ajudou a sentir-se “melhor e ser mais rápido”. Por isso espera poder agora continuar a progredir na prova de Jerez, no próximo fim de semana. “A principal diferença penso que a minha forma de curvar melhorou. Não forcei mais em pista e fui mais rápido”, sublinha.

Para o francês as coisas têm ainda de melhorar mas os sinais são positivos: “Ainda temos de fazer algumas confirmações, porque com a experiência sabemos que algo que funciona numa pista poderá não funcionar noutras. Penso que o que tivemos em Le Mans ainda carece de mais trabalho. Temos de continuar a trabalhar”.

“Estamos a crescer. Quando isso sucede lentamente fico um pouco nervoso e às vezes dececionado. Mas não, preciso de me manter positivo, porque sinto que a equipa está bastante por detrás de mim”, acrescenta Johann Zarco.

Mais partilhadas da semana

Subir