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Testemunha de Rosa Grilo falta ao julgamento

A advogada de Rosa Grilo, arguida no caso do homicídio do triatleta Luís Grilo, revelou que abdicou de uma testemunha na sessão de hoje.

A testemunha em causa é psicóloga, tendo sido arrolada para prestar declarações a favor de Rosa Grilo. No entanto, “não podia comparecer” no julgamento, pelo que a defesa abdicou da sua presença, como explicou Tânia Reis, a advogada da viúva de Luís Grilo.

Na sessão de hoje, a décima do julgamento, foram então ouvidas outras quatro testemunhas arroladas pela defesa de Rosa Grilo, dois especialistas em balística da Polícia Judiciária e dois professores de criminologia.

O julgamento prossegue na próxima terça-feira, quando devem ter início as alegações finais.

Estas estavam previstas para hoje, mas a apresentação de novos documentos, por parte da defesa de António Joaquim, motivou o adiamento, para que a defesa de Rosa Grilo se possa pronunciar sobre essas novas informações.

Rosa Grilo e o alegado amante, António Joaquim, estão acusados dos crimes de homicídio qualificado agravado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida, no caso da morte de Luís Grilo, então marido da arguida.

“No essencial está indiciado que a arguida, casada com a vítima, iniciou relacionamento amoroso extraconjugal com o coarguido, tendo ambos combinado e planeado tirar a vida àquele, mediante o uso de arma de fogo, o que fizeram, entre o fim do dia 15.07.2018 e o início do dia seguinte, no interior da residência do casal”, referia uma nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Luís Grilo, de 50 anos, residente na localidade das Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, desapareceu em 16 de julho de 2018. O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição, mais de um mês após o desaparecimento, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

O cadáver do triatleta foi encontrado perto de Alcôrrego, num caminho de terra batida, junto à Estrada Municipal 1070, por um popular que fazia uma caminhada na zona e que alertou o posto de Avis da Guarda Nacional Republicana (GNR) para esta ocorrência.

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