África

Terrorismo, dívida e paz são os principais desafios de Moçambique

A consultora EXX Africa disse hoje que Moçambique é um dos cinco melhores destinos para investir em África este ano, destacando, no entanto, que há vários desafios para o Governo até às eleições de outubro.

“Talvez estejamos a afirmar isto demasiado cedo, mas Moçambique fez caminho significativo desde o colapso económico e financeiro de 2016”, escrevem os analistas no relatório ‘Africa Investiment Risk Report 2019’, enviado aos investidores, e a que a Lusa teve acesso.

No documento, afirmam, ainda assim, que o Governo de Filipe Nyusi tem três grandes desafios pela frente até às eleições, a 15 de outubro: implementar o acordo de paz com a Renamo, melhorar a capacidade de resposta aos ataques terroristas no norte do país e garantir uma resolução duradoura para o problema da dívida pública, que o FMI estima estar nos 113 por cento no ano passado e subir para os 130,7 por cento até 2022.

“As receitas do gás vão ser cruciais para o terceiro objetivo”, vincam os analistas, acrescentando que “os desenvolvimentos positivos no gás natural está a motivar cada vez mais uma reestruturação da dívida e o regresso do envolvimento dos doadores”.

Para a EXX Africa, o regresso do Governo moçambicano à mesa de negociações com os credores, tendo acordado uma proposta preliminar de reestruturação da dívida soberana em novembro, “está a ser motivado pelo forte desejo do Governo de se voltar a envolver com o FMI, porque o Estado precisa de milhares de milhões de dólares para financiar a sua própria participação nas concessões de gás”.

O FMI cortou a assistência financeira a Moçambique há três anos, quando foram conhecidas as dívidas ocultas, à semelhança do que fizeram outros doadores, acabando por fazer o país cair em incumprimento financeiro e ficar afastado dos mercados financeiros internacionais.

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