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Teorias da conspiração habitam filme inédito de Basim Magdy em exibição no MAAT

Um cenário hipotético de factos ocultados durante séculos por teorias da conspiração está no centro do filme inédito de Basim Magdy em exibição a partir de 11 de setembro, no Museu de Arte, Tecnologia e Arquitetura (MAAT), em Lisboa.

“Basim Magdy – M.A.G.N.E.T”, com curadoria de Inês Grosso e Irene Campolmi, que ficará patente até 17 de fevereiro de 2020, constitui a primeira mostra indivudual do artista em Portugal, e é o primeiro projeto especificamente concebido para o espaço Video Room do MAAT.

O artista egípcio, nascido em 1977, em Assiut, filmou em diversos locais, incluindo a zona dos petróglifos de Foz Côa e o Cromeleque dos Almendres, perto de Évora, em Portugal, na cratera vulcânica na ilha de Nisyros, na Grécia, assim como num laboratório de robótica em Manchester, no Reino Unido.

Comissionado pelo MAAT, o filme apresenta um cenário hipotético de factos inegáveis ocultados durante séculos por teorias da conspiração e por uma possível interpretação errada da história.

O filme relata, “através do cruzamento de narrativas poéticas e eventos inesperados, a forma como comunidades por todo o mundo recebem a notícia de que a gravidade terrestre está a aumentar gradualmente”, descreve um texto disponível no sítio ‘online’ do MAAT.

Basim Magdy tem trabalhado no limiar de narrativas ficcionais e historiográficas, e a sua prática artística “equaciona questões sociais e políticas de forma crítica e quimérica, dando lugar a interpretações diversas, um tanto psicadélicas, do passado, do presente e do futuro”, de acordo com o mesmo texto.

A par da mostra dedicada a Magdy, o museu inaugura a exposição coletiva “Playmode”, com curadoria de Filipe Pais e Patrícia Gouveia, que aborda o poder de transformação do jogo.

Nas obras destes artistas, o jogo é integrado com propósitos distintos, desde a evasão à realidade, construção e transformação social, subversão ou crítica dos próprios mecanismos de brincadeira, que estão na sua base.

A exposição “Playmode” propõe uma reflexão sobre estes aspetos e sobre o período de ludificação que as sociedades contemporâneas atravessam, reunindo o trabalho de vários artistas, como por exemplo Brad Downey, Gabriel Orozco e Ana Vieira, que adotam o tema explorando novos modos de ver, de participar e de transformar o mundo, usando o jogo de forma crítica.

Estão representados nesta mostra, entre outros, os artistas individuais ou coletivos The Pixel Hunt, Pippin Barr, Aram Bartholl, Gabriel Orozco, Priscila Fernandes, !Mediengruppe Bitnik, Mary Flanagan, Harun Farocki, Molleindustria, Samuel Bianchini, Eva e Franco Mattes, Lucas Pope, Joseph DeLappe, Brent Watanabe, Filipe Vilas-Boas, André Gonçalves, Isamu Noguchi, Ana Vieira, Miltos Manetas, David OReilly, Brad Downey, Dunne & Raby, com Michael Anastassiades, e Os Espacialistas.

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