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Suni morreu. Agora só restam seis rinocerontes brancos do norte

suni210 A subespécie rinoceronte branco do norte está ainda mais perto da extinção com a morte de Suni. A culpa é da “ganância” humana, critica a Ol Pejeta Conservancy, a organização que mantém três exemplares. No resto do mundo, só existem mais três rinocerontes brancos do norte…

Até sexta-feira, só existiam sete rinocerontes brancos do norte, uma subespécie em vias de completa extinção. Nesse dia, o macho morreu, na reserva no Quénia onde vivia, anunciou agora a organização de preservação Ol Pejeta Conservancy.

“Agora há apenas seis rinocerontes brancos do Norte no mundo. Suni foi um dos dois últimos machos reprodutores do mundo e nenhum rinoceronte branco do norte conseguiu sobreviver no meio selvagem”, alertou a organização, em comunicado.

A Ol Pejeta Conservancy frisa que “a subespécie está agora em vias de completa extinção”, o que considera ser “um lamentável testamento criado pela ganância da raça humana”.

A organização gere uma reserva no Quénia onde vivem três dos seis rinocerontes brancos do norte ainda sobreviventes. Sobram uma fêmea no Jardim Zoológico Dvur Kralove, na República Checa, e um casal idoso em San Diego, nos EUA.

A morte de Suni, que contava 34 anos de idade, é também um marco ao nível da reprodução, pois foi o primeiro da subespécie a nascer em cativeiro, no zoológico checo. É, aliás, o único lugar onde foi registada uma reprodução em cativeiro.

Há cinco anos, o macho ‘mudou-se’ para a reserva no Quénia, em conjunto com outro macho e mais duas fêmeas.

As hipóteses de reprodução ficaram ainda mais reduzidas, mas a Ol Pejeta Conservancy ainda acredita que, um dia, vai noticiar “o nascimento bem-sucedido de uma cria de rinoceronte branco do Norte”.

Até agora, as tentativas falharam. Suni passou meses com uma fêmea, em 2012, no primeiro acasalamento registado no período de uma década. Sem sucesso…

Ainda segundo a Ol Pejeta Conservancy, o macho faleceu com a mesma idade do pai, Saút, que morreu no zoológico checo.

Não estão apuradas as causas da morte de Suni, mas a organização assegura ter descartado a hipótese de caça para roubo dos chifres, o motivo que condenou a subespécie a uma extinção cada vez mais iminente. 

suni

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