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Steve Jobs: “Um homem complexo de carácter moral duvidoso”, diz FBI

steve_jobs_1O ex-CEO, falecido em outubro de 2011, foi alvo de uma investigação por parte do Federal Bureau of Investigation (FBI), a mando do então presidente norte-americano George Bush. Amigos e familiares dividiram-se quanto à personalidade de Steve Jobs.

Como pai, amigo, mas sobretudo como profissional, foram estas as informações e opiniões que o FBI recolheu de um grupo de amigos de Steve Jobs, na década de 90. George Bush pensou em nomeá-lo para o Conselho Presidencial de Exportações dos Estados Unidos, numa altura em que Jobs não ocupava qualquer cargo em qualquer empresa, tinha saído da Apple, para onde mais tarde viria a regressar.

Ao todo são mais de 190 páginas, numa investigação que o Wall Street Journal teve acesso. As opiniões quanto à personalidade de Steve, como pai, amigo ou profissional, dividem-se.

Segundo algumas declarações de pessoas próximas ao empresário, Jobs chegou mesmo a ser negligente em casa, para com a sua filha, e é lembrado por muitos como um profissional que distorcia a realidade para conseguir alcançar os seus objetivos. Exemplos disso foram alguns colegas da Apple que foram propositadamente afastados da empresa por não se reverem nas políticas do CEO.

Ainda segundo o mesmo documento do FBI, alguns amigos desconfiavam e colocavam em causa a honestidade de Steve Jobs, sobretudo enquanto homem e amigo. Mas nem só de coisas más se baseou a investigação da organização norte-americana.

Para grande parte dos amigos próximos do ex-líder da Apple, Jobs era ambicioso e a sua teimosia, embora que muitas vezes conflituosa, fez com que a empresa se tornasse naquilo que é hoje.

Na entrevista feita pelo FBI a um grupo de cerca de 30 pessoas, consta também no relatório declarações sobre a vida material de Jobs. Para grande parte das pessoas, Steve era uma pessoa que dava pouca ou nenhuma importância ao dinheiro.

O Federal Bureau of Investigation acaba por caracterizar Steve Jobs como um homem complexo, embora honesto, mas de carácter moral duvidoso para muitos.

O ex-CEO da Apple faleceu a 5 de outubro de 2011 depois de meses a lutar contra um cancro no pâncreas, que acabou por vencê-lo.

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