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Smartphones impedem-nos de encerrar a porta do escritório

iphone4s2De acordo com um estudo da Chartered Society of Physiotherapy, há um risco associado à utilização dos smartphones, tablets ou laptops, na relação do utilizador com o trabalho. As profissões tornaram-se ‘portáteis’ por culpa daqueles aparelhos e o horário de trabalho aumentou duas horas.

A metáfora em título resume as conclusões de um estudo sobre a utilização dos smartphones, tablets ou laptops, aparelhos móveis que funcionam como uma ligação permanente ao trabalho, com riscos para a saúde.

O estudo da Chartered Society of Physiotherapy concluiu que a utilização dos smartphones, tablets ou laptops alteraram a relação do utilizador com a sua ocupação profissional. Esta pesquisa permitiu concluir que as potencialidades daqueles aparelhos podem tornar-se maléficas para a saúde.

O estudo desta sociedade de fisioterapia britânica contou com a participação de 2000 pessoas, sendo que dois terços assumiram que continuavam a trabalhar mesmo após o horário laboral, uma vez que estes dispositivos móveis permitem diversas funcionalidades.

Por outro lado, a carga horária é, em média, maior. Um utilizador de um smartphone pode trabalhar cerca de duas horas adicionais, por culpa daquele aparelho. Helena Johnson, da Chartered Society of Physiotherapy, salienta “um trabalho em casa pode ser uma boa solução num dia específico”, mas deixa de o ser “a partir do momento em que se transforma numa rotina”.

O utilizador de um smartphone não consegue desligar-se do trabalho, a partir do momento em que tem na sua mão um aparelho que torna possível consultar emails no sofá, num café, ou à mesa, durante uma refeição.

Com as potencialidades de um smartphone, há uma “escravidão do ecrã”, segundo as conclusões do estudo daquela sociedade de fisioterapia britânica. E até os patrões acabam por sair prejudicados, já que, de acordo com Helena Johnson, o trabalho excessivo provoca pior desempenho e, pior do que tudo, agrava a saúde.

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