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Sindicatos médicos pedem “reunião urgente” com a ministra da Saúde

Os sindicatos médicos solicitaram uma “reunião urgente” com a ministra da Saúde devido ao “rápido crescimento da incidência” da covid-19 e do número de clínicos infetados, foi hoje anunciado.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que pediram a reunião na terça-feira, afirmam num comunicado conjunto que “constatam com preocupação o rápido crescimento da incidência da doença e dos mortos, bem como do número de médicos infetados pelo vírus SARS-Cov-2”.

As estruturas sindicais alertam que muito dos médicos infetados têm necessidade de cuidados intensivos e de longos tratamentos.

Para a FNAM e o SIM, “a proteção dos profissionais de saúde deve ser uma prioridade” no combate à pandemia, para evitar o contágio aos doentes e a outros profissionais de saúde.

Contudo, advertem, “as múltiplas denúncias da falta de equipamento de proteção individual adequado são extremamente preocupantes”.

“O exemplo de outros países mostra-nos como a falta de rigor nas medidas de proteção dos profissionais de saúde tem consequências graves na saúde dos próprios, nos seus doentes e na população em geral”, sublinham.

Para os sindicatos, “o continuado aumento de casos positivos em Portugal, reforça a necessidade de uma organização do trabalho médico que otimize a assistência à população, mas que também proteja os médicos da exaustão e do abuso”.

“Como representantes dos médicos e dos seus direitos laborais, os sindicatos médicos solicitam uma reunião urgente sobre este problema”, que poderá ser sob a forma de videoconferência, referem no comunicado.

Segundo dados divulgados pelo Governo na segunda-feira, há 853 profissionais infetados pelo novo coronavírus, dos quais 209 são médicos e 177 enfermeiros.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, mais 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março até às 23:59 de 02 de abril.

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