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Sindicato da Polícia usa imagens falsas para atacar ministro

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou que a divulgação das imagens de três homens no momento da detenção foram “absolutamente inaceitáveis”. O Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia recorreu a imagens falsas para atacar o ministro: fotos de idosos agredidos que se tornaram virais. As agressões são reais, mas não ocorreram em território português, ao contrário do que sugere o post daquele sindicato.

Os três arguidos que fugiram na quinta-feira do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC) acabaram detidos pela PSP, sendo entretanto encaminhados para a cadeia de Custóias.

Os três homens são suspeitos de protagonizar diversos assaltos violentos, com idosos como vítimas.

A detenção foi fotografada e partilhada das redes sociais. Prática que irritou o ministro da Administração Interna.

Eduardo Cabrita sublinhou que a “policia portuguesa é uma polícia do Estado de Direito e das liberdades”, pelo que “as imagens como as que ontem circularam não são admissíveis”.

A PSP também já tinha anunciado a abertura de um inquérito para apurar “se houve, ou não, falhas” policiais na fuga dos três detidos, bem como um outro inquérito sobre a divulgação de fotografias no momento da detenção.

“O diretor nacional da PSP mandou instaurar um processo de inquérito para averiguar a divulgação das fotografias, que será efetuado pela Inspeção Nacional da PSP”, disse Alexandre Coimbra, diretor de relações públicas da PSP.

Porém, o Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia tem outro entendimento e acha legítimo que as fotos sejam divulgadas.

Para fazer valer o seu ponto de vista, usou fotos de idosos barbaramente agredidos, num post publicado no Facebook, o que criou a ideia de que aqueles idosos eram vítimas dos detidos no Porto.

Ora, as imagens são de agressões praticadas fora do território português.

Milhares de cibernautas partilharam as fotos, pensando que se tratavam de vítimas do trio:

Os três suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto fugiram do TIC na quinta-feira à tarde, depois de um juiz de instrução lhes decretar prisão preventiva.

Após a fuga, as autoridades policiais desencadearam uma operação de captura, alertando então que os foragidos eram considerados perigosos e estavam “eventualmente” armados.

Os arguidos são dois irmãos gémeos, de 35 anos, mais um cúmplice, de 19, com antecedentes criminais, que foram presentes ao juiz de instrução depois de terem sido detidos em flagrante delito na terça-feira em Baguim do Monte, no concelho de Gondomar.

Os três homens voltaram a ser detidos na sexta-feira, pelas 17h30, num parque de campismo em Gondomar, tendo em sua posse 40 mil euros em notas de 500 euros, adiantou Alexandre Coimbra.

Nas fotografias, divulgadas por vários órgãos de comunicação social, é possível ver os três homens no momento da detenção, já algemados, sentados no chão.

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