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Simone de Oliveira: “Gostava de ter sido homem, porque os homens podem fazer tudo”

Simone de Oliveira foi a convidada desta semana do ciclo de entrevistas públicas 30 Portugueses, Um País, uma iniciativa do grupo hoteleiro PortoBay que decorre em Lisboa. A artista falou da relação com Amália Rodrigues e dos recentes casos de assédio sexual.

Prefere ser apenas Simone e não gosta de ser tratado com senhora dona ou diva, muito menos por um ícone.

A cantora e atriz, que já foi distinguida por dois Presidentes da República, concedeu uma entrevista onde, além da sua carreira, falou da relação com Amália Rodrigues.

“Com a Amália era tu cá tu lá. Muitas vezes tratávamo-nos por ‘tu’ e outras vezes por ‘você’. (…) Nunca me deixou cantar em francês em Paris – quem canta em francês sou eu, dizia ela”.

No ano passado, porém, encantou o palco do Olympia, em Paris, a cantar um fados de Amália.

“Estive no camarim que seria dela se estivesse viva, cantei em francês, acabei com o Olympia a bater palmas em pé a minha filha a assistir”, conta, citada pelo Diário de Notícias.

Confessando que levou muito tempo a ganhar o respeito pelo sexo masculino, Simone de Oliveira assume que “gostava de ter sido homem porque os homens podem fazer tudo”.

A cantora, que revelou ter saído de casa aos 19 anos, pouco meses depois de casar, diz que não deixará quaisquer conselhos aos netos, que essa é uma responsabilidade da vida.

“Quando me fecham as portas invento uma janela qualquer nem que seja à cabeçada. E olhe que já inventei algumas e algumas cabeçadas doeram muito”.

Simone de Oliveira afasta-se do movimento que tem levado muitas mulheres e figuras públicas a falarem abertamente do assédio sexual.

“Elas só estão a falar nisso agora, ao fim de 30 anos, mas na altura deu-lhes jeito. Dizem que foram assediadas? Então porque aceitaram”, atira.

A atriz e cantora falou no ciclo de entrevistas públicas 30 Portugueses, Um País, uma iniciativa do grupo hoteleiro PortoBay que decorre em Lisboa.

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