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“Seria um erro enorme haver disputa de liderança”, avisa dirigente do CDS

“Em choque” com o desastre eleitoral nas Europeias, Filipe Lobo d’Ávila apelou ao CDS para “acertar o rumo”, mas deixou o aviso aos opositores de Cristas: “Seria um erro enorme se o CDS se metesse em questões de disputa de liderança neste momento”.

Em declarações à Lusa, o ex-deputado e ex-secretário de Estado frisou que “o CDS deveria voltar a reposicionar-se como partido de valores, como o partido de direita, não querer agradar a todos, gregos e troianos, e depois acabar, no fim, sem gregos nem troianos”.

Apontando o caso da contagem de tempo de carreira dos professores como um dos erros da liderança de Assunção Cristas, o dirigente centrista apelou à reflexão interna para o CDS poder “acertar o rumo”, mesmo sem esconder que tem “discordâncias sérias relativamente ao caminho que se seguiu”.

Ficou, porém, o aviso a quem ambiciona a presidência do partido: entre Europeias e Legislativas, “não há tempo” para ‘tirar o tapete’ a Assunção Cristas.

“Seria um erro enorme se o CDS se metesse em questões de disputa de liderança neste momento”, frisou Filipe Lobo d’Ávila.

Nas Europeias, o partido reelegeu Nuno Melo, com 6,19 por cento dos votos, e ficou por escassa margem à frente do PAN (5,08 por cento), que pela primeira vez elegeu um eurodeputado, no caso Francisco Guerreiro.

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