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“Será possível o Rali da Madeira se tomarmos todas as precauções” acredita Alexandre Camacho

Alexandre Camacho, seis vezes campeão de ralis da Madeira, está otimista em relação à maior prova da região.

O arquipélago é, até ao momento, a única área de Portugal sem vítimas mortais resultantes da pandemia de Covid-19, e por isso o piloto madeirense acredita que poderá ser retomada a atividade a tempo da prova maior da região, em declarações à Golo FM e V Motores.

Foto: DSC

Para além do Rali Vinho Madeira, Camacho também pensa no campeonato regional: “Penso que se pode ter um campeonato mais pequeno, se as coisas continuarem controladas como estão, e podermos fazer uma retoma da atividade lentamente. Para não ficar completamente parado”.

Em relação ao Rali Vinho Madeira a fé da concretização tem muito a ver com a atual situação vivida na ilha e da data em que a prova é disputada – início de agosto: “Estamos a alguns meses dessa prova. Atendendo a que na região as coisas têm sido mais controladas penso que será possível o rali acontecer. Se tomarmos todas as precauções e haver um plano”.

“Sendo um rali que anda pela ilha toda ele é benéfico, não só para os amantes do desporto motorizado mas também para a economia local, porque se trata de um evento que atravessa praticamente todos os concelhos da Madeira. Isso vai alavancar os negócios existentes e que neste momento estão parados”, salienta o campeão madeirense.

Alexandre Camanho também frisa: “É um rali marcante, que não me lembro de não acontecer. Mas obviamente que a saúde está em primeiro lugar. Mas se existir formas de controle, quer das pessoas que vêm do continente, como é o caso dos elementos da minha equipa, que é a Sports & You, acho que será possível começarmos por aqui”.

O piloto do Team Vespas tem como ponto alto da carreira a vitória no Rali Vinho Madeira, que acabou por ser possível por três vezes – 2017, 2018 e 2019. Um sonho tornado realidade, que considera ser “a coroa no topo do bolo”, a par com a vitória no European Rally Trophy “que foi garantida no Rali do Algarve de 2018”.

Claro que face a tal palmarés, será natural esperar que um dia, Camacho se possa tornar no segundo campeão nacional de ralis de origem insular, depois do açoriano Ricardo Moura.

O piloto madeirense é pragmático: “Depois de ganhar em casa a vontade é procurar novos objetivos e o próximo passo seria obviamente fazer um campeonato nacional e desafiar-me a mim mesmo a esse propósito. Nunca digo nunca”.

“Sabemos que existem muitas variáveis. Comparando ao futebol, que aqui quando somos bons temos de ter milhares. Tudo pode acontecer e a vontade existe. Basta termos as condições necessárias para isso acontecer, e se isso suceder agarrarei a oportunidade para haver este novo desafio”, refere ainda Alexandre Camacho.

Já em termos técnicos competir em território continental para o piloto do Team Vespas a maior dificuldades seria não apenas competir em pisos de terra, mas também desconhecer a maioria das provas em si: “É o aliar das duas coisas, embora o desconhecimento acabe por ser mais importante, no sentido que teria de ter várias sessões de testes em terra para essa habituação ser o mais rápida possível”.

“Tudo se consegue com treino. Com trabalho acho que se consegue chegar longe. E aí iria pesar mais o desconhecimento do terreno onde as provas são disputadas, porque isso seria a principal dificuldade. Visto que o treino em terra será possível sempre. Caberia a nós ter de treinar e estar o mais bem preparado possível nesse tipo de condições”, salienta Alexandre Camacho.

O piloto madeirense diz que “o desconhecimento do terreno faz diferença”, e cita o exemplo de 2018: “Eu senti no Rali do Algarve, quando pelo segundo ano consecutivo fui fazer o rali e havia muitas classificativas que eram iguais e relembrei algumas algumas zonas, o que depois faz a diferença no cronómetro”.

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