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Secretário-geral da NATO vai debater críticas à aliança com Presidente francês

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou hoje que vai a Paris na próxima semana para conversar com o Presidente francês depois de Emmanuel Macron ter dito que a organização estava em “morte cerebral”.

As críticas do Presidente francês à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) abalaram a aliança, tendo as suas observações sido rejeitadas pela chanceler alemã, Angela Merkel, e por representantes dos Estados Unidos e da União Europeia no dia a seguir a serem publicadas na revista The Economist.

Numa entrevista divulgada em 7 de novembro, Emmanuel Macron disse que a organização de defesa que junta a Europa aos Estados Unidos está em “morte cerebral” devido ao afastamento dos EUA e ao comportamento da Turquia, e defendeu ser fundamental “clarificar os objetivos estratégicos da NATO”.

“Não há qualquer coordenação das decisões estratégicas entre os Estados Unidos e os parceiros da NATO e estamos a testemunhar uma agressão feita por outro parceiro, a Turquia, numa área em que os nossos interesses estão em jogo”, sublinhou o Presidente francês.

A Turquia lançou em 09 de outubro uma ofensiva contra a milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG), que considera terrorista, mas que foi apoiada pelos países ocidentais na luta contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

“O que aconteceu é um enorme problema para a NATO”, considerou Macron.

“A melhor forma de resolver diferenças é sentar e falar sobre elas para perceber bem as mensagens e motivações”, afirmou hoje o secretário-geral da NATO.

Segundo Jens Stoltenberg, o mundo precisa “de instituições fortes e multilaterais como a NATO e, por isso, deve-se reforçar a NATO em vez de a enfraquecer”.

Para este responsável, promover um distanciamento da Europa em relação à América do Norte “é enfraquecer a NATO e a ligação da União Europeia aos Estados Unidos”.

Também o primeiro-ministro da Polónia reagiu hoje à entrevista dada pelo Presidente francês, afirmando que as críticas “enfraquecem a segurança [da Europa] e ameaçam o futuro da União [Europeia] e da NATO”.

A Polónia vai trabalhar “para defender a aliança entre a Europa e os Estados Unidos”, concluiu Mateusz Morawiecki.

Os líderes da NATO, criada em 1949 para promover a defesa mútua contra um ataque por qualquer entidade externa à organização, vão reunir-se em Londres no início de dezembro.

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