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“Se Marcelo não quer populismo, nem que o sistema trema já em 2019…”, diz Ventura

André Ventura critica a mensagem de ano novo de Marcelo Rebelo de Sousa, que “não põe o dedo na ferida” e, segundo defende o jurista, ignora a “vergonhosa troca de passwords entre deputados”, as “penas suspensas a agressores sexuais” e “os megaprocessos de crime económico que não têm arguidos nem fim à vista”.

O Presidente da República falou ao País, na habitual mensagem de Ano Novo, e André Ventura não gostou do que ouviu. Não propriamente pelas palavras ditas, mas pelas que ficaram por dizer, no entendimento do jurista.

Marcelo Rebelo de Sousa colocou a tónica nos riscos do populismo, nas novas ilusões políticas, no que parece ser um recado para o projeto político de André Ventura.

E o promotor do Partido Chega reage: “Não haverá risco de populismo se deixarmos de ter um número pornográfico de deputados e tantas liberdades condicionais na justiça”.

“Desde há vários meses que os discursos e as intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa se parecem concentrar exclusivamente em impedir ruturas no sistema político português. Acena permanentemente com os fantasmas do populismo, do radicalismo e das novas ilusões políticas. Mas porque está Marcelo, que deveria ser o Presidente de todos os portugueses, tão preocupado com manter este estado de coisas e o nosso sistema decrépito?”, questiona, em declarações ao PT Jornal.

Ventura lamenta que Marcelo não tenha dedicado “uma palavra sobre as misérias de salários pagos aos nossos jovens altamente qualificados”, ou sobre “as vergonhosas trocas de passwords entre deputados”.

“Porque não fala Marcelo sobre as penas suspensas a agressores sexuais? Ou sobre os megaprocessos de crime económico sem arguidos nem fim à vista?”, pergunta ainda.

“Se Marcelo não quer populismo, nem que o sistema trema já em 2019… Não bastam selfies e beijinhos! É preciso tocar na ferida. É preciso muito mais do que estas mensagens vazias de Ano Novo”.

“É preciso ser a sério o Presidente de todos os portugueses e não o defensor irredutível do nosso decadente sistema político”, conclui.

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