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“Se Machado não pode ir à televisão, porque podem ir os apoiantes de ditadores de esquerda sanguinários?”, pergunta Ventura

“Acho muita graça à revolta e indignação de muitas das nossas elites intelectuais: um líder de extrema-direita não pode estar num estúdio de TV, mas um daqueles entusiastas apoiantes de Nicolás Maduro ou dos irmãos Castro, que não sei quantos homicídios levam já no currículo, já não há problema nenhum”, diz André Ventura, sobre a polémica que envolveu a presença de Manuel Machado no programa de Manuel Luís Goucha.

A controvérsia gerada em torno da presença de Mário Machado, líder do Nova Ordem Social, no programa de Manuel Luís Goucha merece um comentário contra a corrente, por parte de André Ventura.

O promotor do partido Chega não relativiza os “crimes gravíssimos” que Machado cometeu. E garante que não concorda com ideais que estão na base daqueles crimes. No entanto, André Ventura critica a tentativa de silenciamento.

“Mesmo não concordando com Mário Machado, como posso aceitar que uma democracia vede a intervenção pública de alguns ou que alguns iluminados decidam que pode ou não ir às televisões?”, questiona, em declarações ao PT Jornal.

“Acho muita graça à revolta e indignação de muitas das nossas elites intelectuais: um líder de extrema-direita não pode estar num estúdio de TV, mas um daqueles entusiastas apoiantes de Maduro ou dos irmãos Castro, que não sei quantos homicídios levam já no currículo, já não há problema nenhum”, salienta.

Para André Ventura, o facto de Machado ter sido condenado e ter cumprido pena não lhe limita o direito à liberdade de expressão.

“Qual é a verdadeira questão aqui? São as posições políticas ou o facto de ter sido condenado e cumprido pena de prisão? É que se for por ter estado na prisão, então não compreendo como é que já ouvi e li o Carlos Cruz em tantas entrevistas…”, diz ainda.

Também o facto de ter ideais de extrema-direita não pode limitar aquele direito:

“Se for pelas posições políticas, mesmo que sejam incompreensíveis, não é precisamente no direito à diferença que se baseiam a liberdade política e o pluralismo democrático?”

Ventura aponta ainda o dedo a quem faz a “apologia de ditadores de esquerda sanguinários” e que “passam horas nas televisões portuguesas”, sem que “ninguém se indigne”.

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