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Salário médio atinge 911 euros no 2.º trimestre mas maioria recebe valor inferior

O rendimento mensal médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem atingiu 911 euros no segundo trimestre, o valor mais alto desde pelo menos 2011, mas a maioria recebe abaixo da média, revelam dados do INE divulgados hoje.

De acordo com os dados do emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), o rendimento mensal médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem cresceu 2,7 por cento no segundo trimestre em termos homólogos e 0,9 por cento face ao trimestre anterior, para 911 euros.

Este é o valor mais alto desde pelo menos o primeiro trimestre de 2011, último período para o qual existe informação disponível, quando o rendimento médio líquido era de 816 euros.

Porém, dos 4,1 milhões de trabalhadores por conta de outrem existentes em Portugal no segundo trimestre, mais de metade (2,3 milhões) recebe, em média, um rendimento líquido mensal inferior a 900 euros.

Por escalão de rendimento, os dados mostram que 1,9 milhões de trabalhadores por conta de outrem têm um rendimento médio mensal líquido entre 600 e 900 euros.

Há ainda 100,5 mil pessoas a receber menos de 310 euros líquidos por mês e 307,8 mil cujo rendimento médio se situa entre 310 euros e os 600 euros.

Por sua vez, menos de 70 mil trabalhadores recebem por mês mais de 2.500 euros líquidos em média, dos quais 37,9 mil recebem três mil euros ou mais.

Em todas as regiões do país o rendimento mensal médio líquido aumentou no segundo trimestre, com o valor mais alto a verificar-se na Área Metropolitana de Lisboa, com 1.054 euros, seguido do Norte, com 865 euros, do Centro (855 euros), Alentejo (851 euros) e Algarve (840 euros).

Nas Regiões Autónomas registaram-se os valores mais baixos, com 801 euros nos Açores e 796 euros na Madeira.

O setor dos serviços foi o que registou em Portugal, no segundo trimestre, o rendimento médio mensal líquido mais elevado (939 euros), seguindo-se o setor da indústria, construção, energia e água (848 euros) e o da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (675 euros).

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