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Rui Cruz, criador do Tugaleaks, constituído arguido sem perceber porquê

policia_judiciariaO Wikileaks nasceu em 2006. Quatro anos depois, Rui Cruz, um informático português, abria o Tugaleaks. Embora o segundo não divulgue informação como o primeiro, o site parece agora começar a fazer as suas primeiras vítimas. Sem perceber como e porquê, criador foi visitado pela PJ.

Rui Cruz, criador do Tugaleaks e do primeiro site espelho do Wikileaks, foi constituído arguido num processo, que o próprio desconhece, pelo menos para já.

O informático português abriu o site em 2010, quatro anos depois do nascimento do Wikileaks, de Julian Assange. O criador classifica o site como “um repositório de informações online sobre a verdade da informação”. Neste, além de seguir atentamente as manobras de alguns grupos de hackers mais conhecidos, Rui Cruz, juntamente com mais duas pessoas que preferem manter o anonimato, fala sobre casos polémicos ocorridos em Portugal. Uma rápida visita pelos últimos artigos revela nomes de empresas como Metro do Porto, Parpublica, Público, Sábado, CP, entre outras.

O texto é normalmente de opinião e segundo o próprio, nada do que está publicado é considerado crime.

Porém, e como o próprio título sugere, o Tugaleaks parece incomodar muita gente e Rui Cruz recebeu há duas semanas uma visita inesperada. Num artigo publicado no seu blogue pessoal, em www.ruicruz.pt, o informático afirma que a Polícia Judiciária esteve em sua casa. Ao todo eram quatro agentes e Rui Cruz sublinha que apenas um se identificou. Durante quatro horas, os investigadores, diz o próprio, não permitiram qualquer contacto com o exterior, ou seja, Rui Cruz não teve a oportunidade sequer de ligar ao advogado, nem tão pouco a amigos ou familiares.

O informático continua sem perceber a razão da visita e sobretudo a razão pela qual foi tornado arguido, num processo que está em andamento mas que o próprio desconhece.

Saiba mais aqui.

Conheça o Tugaleaks aqui.

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