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Rosa Grilo trocou SMS com telemóvel do marido já depois de o matar

A viúva de Luís Grilo, suspeita da morte do marido, trocou mensagens com os amigos da vítima, por telemóvel. Estes terão contactado o triatleta – já depois da morte, que segundo a Polícia Judiciária ocorreu a 15 de julho – e receberam resposta, mas de Rosa Grilo, que se fez passar pelo marido, segundo avança o Correio da Manhã.

O telemóvel de Luís Grilo foi usado pela viúva e suspeita, já depois da morte do triatleta, segundo avança o Correio da Manhã, na sua edição de hoje.

Rosa Grilo terá “iludido os amigos” do marido, respondendo a mensagens que foram enviadas nas horas posteriores à morte.

Na cronologia deste crime, feita pela Polícia Judiciária (PJ), o triatleta de 50 anos, residente na localidade das Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira, foi morto a 15 de julho.

“A investigação apurou que os factos terão ocorrido no passado dia 15 de julho, tendo a vítima sido atingida por um disparo de arma de fogo na caixa craniana, o qual lhe terá provocado a morte”, informa a PJ.

Rosa Grilo só terá forjado o desaparecimento a 16 de julho, alegando que o marido teria ido fazer um treino de bicicleta e não voltou.

Neste lapso de tempo, e de acordo com o Correio da Manhã, “Rosa trocou mensagens e fez-se passar pelo marido ao telemóvel”.

A viúva ter-se-á feito passar pelo marido, quando este foi contactado pelos amigos, entre 15 e 16 de julho.

Nessa mesma cronologia, o telemóvel da vítima viria a ser encontrado nos Casais da Marmeleira, a seis quilómetros de casa, já no concelho de Alenquer, dias depois.

Já o corpo é encontrado a 26 de agosto, com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

O cadáver foi encontrado perto de Alcôrrego, num caminho de terra batida, junto à Estrada Municipal 1070, por um popular que fazia uma caminhada na zona e que alertou o posto de Avis da GNR para esta ocorrência.

Os suspeitos do crime depositaram o corpo sem roupa, alegadamente para que este fosse devorado por javalis.

A mulher da vítima e um oficial de justiça, António Joaquim, que mantinham uma relação extraconjugal, são os únicos suspeitos do crime, consumado com um tiro na cabeça.

Rosa e Luís Grilo partilhavam um filho, que pode agora ser indemnizado pela própria mãe.

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