Nas Notícias

Rosa Grilo: “Menti porque fui ameaçada”

Rosa Grilo apresenta “uma nova versão” do crime que tirou a vida ao marido, Luís Grilo, o triatleta assassinado. A viúva e suspeita contou uma história macabra. Em entrevista à SIC, confessa um crime, praticado por três homens que desconhece, diz que Luís foi baleado duas vezes e caiu no seu colo, inocenta o amante, com quem assume uma relação, e justifica o assassinato com diamantes que aqueles homens procuravam. Veja o vídeo com uma versão cheia de contradições.

A jornalista Ana Paula Félix, da SIC, conseguiu entrevistar Rosa Grilo, na prisão, e obteve um testemunho brutal da suspeita – com o filho presente na sala de visitas do estabelecimento prisional.

Confrontada com a presença do menor na sala, a viúva disse que “não há problema nenhum”, uma vez que “ele está habituado a ouvir a história”.

A conversa não foi filmada. Mas o relato de Rosa Grilo foi reproduzido, no programa Linha Aberta.

“A Rosa pediu-me desculpa por não ter contado a verdade, quando deu a primeira entrevista. Disse que, na altura, não podia contar a história verdadeira, porque estava a ser ameaçada”, revela Ana Paula Félix.

Recorde-se que Rosa Grilo tinha contado, nessa primeira versão, que tinha passado um dia em família e que deixou o filho do casal com familiares.

A jornalista da SIC teve oportunidade de confrontar Rosa com alguns factos que foram sendo noticiados, como o envio de mensagens feitos por ela, para amigos do marido. A suspeita desmente e garante que foi Luís Grilo que enviou todas as mensagens.

Sobre António Joaquim, o alegado amante, assume o relacionamento, chamando-lhe “uma amizade colorida”, que “durava desde 2015”.

Conta que o marido também teria “relacionamentos extraconjugais”, mas uma vez que o casal não estava unido pelo amor, esses casos não afetavam a relação. Mais à frente, nesta mesma entrevista, diz que amava o marido.

As revelações.

“De acordo com o que a Rosa me contou, o crime terá ocorrido na segunda-feira, dia 16 de julho. Nesse dia, o casal estava em casa. Logo pela manhã, bateram à porta. Ela fala em três indivíduos que chegaram num Volvo preto. Pararam à porta e começaram a pedir ao Luís ‘as encomendas’”.

E que encomendas eram essas? Rosa Grilo foi confrontada com a pergunta.

“Ela acha que estariam a falar de diamantes, mas não tem a certeza”, conta a jornalista.

Segundo a versão de Rosa, Luís Grilo terá estado em Angola, há oito anos, e terá trazido diamantes.

Tempos antes do homicídio, o triatleta estaria a receber ameaças anónimas, que assustaram a viúva.

António Joaquim entra na história porque, em virtude dessas ameaças, Rosa Grilo foi à casa do “amigo colorido” e roubou-lhe a arma, “sem que ele desse conta”.

Esses suspeitos, que seriam angolanos, pretendiam os diamantes. Procuraram-nos, com Luís Grilo como refém.

O triatleta e Rosa Grilo foram agredidos e amarrados.

“Amarraram o Luís e dispararam um tiro na nuca. Ele tomba para a frente e cai no meu colo. Ainda respirava quando lhe dão um segundo tiro na cabeça”.

O crime ocorre às 15h00 de 16 de julho.

Depois, os agressores pedem sacos de plástico e levam o corpo. E Rosa recebe ordens para limpar a cozinha.

Rosa recebe ordens para apresentar queixa de desaparecimento.

“Promoveu as buscas, porque não sabia onde estava o corpo. Dois dias depois, Rosa volta à casa de António e deposita a arma que tinha roubado a António”, conta a jornalista.

A bicicleta existia, de facto. Foi levada para uma ponte e lançada, por Rosa Grilo, para um rio.

Porquê?

Para dar força à teoria de que Luís teria ido a um treino.

Esta versão, cheia de contradições, será desmontada com as provas da Polícia Judiciária.

Veja o vídeo.

Mais partilhadas da semana

Subir