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RF um Mazda MX-5 mais ‘civilizado’

O Mazda MX-5 tem sido um dos ícones da história automóvel. Agora a marca japonesa junta-lhe a capota rígida retrátil. Fomos perceber os pós e os contras desta opção.

Digamos que ao conceito descapotável a casa de Hiroshima juntou-lhe o princípio de ‘hard top’ retrátil, que é o que significa a sigla RF – Retractable Fastback.

Fotos: Ricardo Cachadinha

O perfil deste Mazda fica assim ligeiramente alterado, mais adaptável a todas as estações, porque nem sempre é verão. E parece resultar se atendermos ao facto da maior parte dos MX-5 que se vendem serem exatamente nesta opção.

Quisemos então perceber como é este ‘melhor de dois mundos’, ainda que se perca um pouco do perfil que conhecíamos dos antepassados deste modelo, quando apenas estava disponível uma capota de lona e um tejadilho desmontável manualmente.

No caso do MX-5 RF a capota é escamoteável eletricamente a partir de um botão existente diante da consola, dividida por três peças em alumínio e plástico que recolhem para a bagageira. A operação dura apenas 13 segundos. É de sublinhar que esta capota, embora não ‘roube’ espaço à bagageira implica um aumento de 45 kg no peso total do automóvel.

Uma vez a bordo percebemos alguma preocupação com o conforto desta versão Excellence, pelo recurso a materiais de qualidade, ainda que o painel de instrumentos prime pelo essencial e o ecrã que serve os dispositivos multimédia e rádio seja destacado do mesmo. Pode ser comandando do volante, que é de três raios e desenho desportivo.

No posto de condução encontramos muitas semelhanças ao passado. A mesma visão para a frente, um banco envolvente e, à parte da ignição, que agora se faz com o recurso ao botão ‘start & stop’, tudo parece um ‘dejá vu’. Parece, mas não é totalmente assim se estivermos a falar no motor 2.0 que equipa o exemplar ensaiado.

Dado tratar-se da versão RF, os técnicos da Mazda procederam a algumas alterações para compensar o aumento do peso, como o aumento da espessura da barra estabilizadora ou a afinação das suspensões. O resultado é positivo, pois a transferência de massas não sai comprometida, permitindo a condução tipo ‘kart’ que tanto gostamos nos MX-5 do passado. A direção, bastante direta, e o manuseamento da caixa de seis velocidades também dão uma ajuda.

Obviamente que se a versão dotada com o motor 1.5 (131 cv) é a mais acessível, sendo proposta a partir de 31.320 euros, com o mais possante 2.0 litros SKYACTIV G – proposto a partir dos 43.222 euros – sempre contamos com 160 cv, conseguidos às 6000 rpm. Permite ir dos 0 aos 100 km/h em 7,4s.

Este poder de ‘resposta’ é importante nas recuperações e quando se pretende consumar uma ultrapassagem num curto período de tempo, sendo o sistema ‘start & stop’ e o sistema de regeneração de energia i-Eloop permitem mitigar um pouco o diferencial de consumos relativamente ao motor 1.5. A Mazda anuncia uma média de 7,9 litros aos 100 km.

O bom escalonamento da caixa de velocidades também permite explorar as características deste motor, cujo desempenho é bastante linear desde os regimes mais baixos. Isto apesar do ‘coice’ de força se notar nas rotações médias, sendo delicioso o ‘cantar’ que se consegue ouvir no habitáculo. Isto apesar da boa insonorização do mesmo.

Boa nota para o diferencial autoblocante de deslizamento limitado, que contribui para tornar a condução mais divertida e aumentar o controlo, ainda que esta suspensão, não obstante as modificações realizadas em função da capota rígida. Mas percebe-se que os técnicos da Mazda tenham pretendido não comprometer o conforto a bordo.

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