Economia

Restaurantes não planearam estratégias financeiras para este novo momento

Estudo avaliou o desempenho de restaurantes portugueses nas primeiras semanas após a reabertura e indica as primeiras impressões e possíveis tendências do setor.

A Consulting2gether, consultora especializada em gestão no segmento da restauração, realizou um inquérito sobre a reabertura dos restaurantes em Portugal e foi possível aferir que 40 por cento dos estabelecimentos reduziu a ementa. Além disso, apenas 10 por cento criaram algum tipo de promoção neste primeiro momento de funcionamento pós-pandemia.

“É um sinal de que mais da metade dos estabelecimentos tenham reaberto as portas exatamente como antes da pandemia em termos administrativos, ou seja, sem uma estratégia específica para estes novos tempos. Falta um novo planeamento que contemple aspetos financeiros, de logística e de análise de rentabilidade do negócio. E não oferecer promoções neste momento, em que as pessoas estão preocupadas com os problemas financeiros, pode representar uma diminuição da ocupação”, afirma Jorge Abreu, CEO da empresa.

Nas primeiras semanas de desconfinamento, apenas 10 por cento dos restaurantes do inquérito conseguiram aproximar-se de ter a nova totalidade de ocupação plenamente preenchida.

Porém, 60 por cento deles conseguiram colocar mais da metade da nova ocupação do estabelecimento, com um ligeiro crescimento na comparação entre a primeira e segunda semana pós-confinamento. Quanto ao consumo antes e depois da pandemia, o ticket médio ficou igual para 70 por cento dos entrevistados.

Ao longo do período de portas cerradas, 30,77 por cento dos restaurantes participantes do inquérito implementaram o serviço de delivery pelas plataformas (como Uber e Glovo), sistema que já era utilizado por 46,15 por cento.

O layoff parcial também é de grande importância no setor: 87,5 por cento dos estabelecimentos estão com colaboradores sob este regime.

“O não prolongamento do layoff pode comprometer a saúde financeira e provocar despedimentos em grande número”, conclui Jorge Abreu.

A frequência ainda está  tímida, mas já a indicar uma retomada na normalidade, e clientes dispostos a gastar o mesmo ou até um pouco mais que antes são algumas outras conclusões do estudo realizado pela Consulting2gether com o objetivo de identificar alguns aspetos estratégicos, operacionais e comportamentais observados nas duas primeiras semana da reabertura da restauração após o Estado de Emergência imposto em função da pandemia do novo coronavírus.

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