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Responsável da NATO recorda a Trump princípio de defesa coletiva

Um alto responsável da NATO recordou hoje o compromisso dos EUA com o princípio da defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, que Trump ignorou ao falar do Montenegro numa entrevista esta semana.

“A cláusula da defesa coletiva da NATO, o artigo 5º, é incondicional e de betão armado. Isso significa que um ataque a um dos membros é um ataque contra todos”, respondeu hoje o funcionário a uma questão da agência noticiosa AFP.

“O Presidente Trump indicou claramente que os Estados Unidos estão plenamente empenhados na NATO e que a aliança é forte”, durante a cimeira da NATO em Bruxelas, que decorreu a 11 e 12 de julho, acrescentou o responsável que preferiu falar sob anonimato.

A polémica surgiu durante uma entrevista do Presidente dos EUA no canal televisivo Fox News, transmitida na terça-feira à noite.

O jornalista questionou: “Se, por exemplo, o Montenegro for atacado, por que razão o meu filho deveria ir para Montenegro para os defender?”, ao que Donald Trump respondeu: “Eu entendo o que diz, eu fiz a mesma pergunta”, considerando ainda que o “Montenegro é um país muito pequeno, com pessoas muito fortes, muito agressivas”.

Trump chegou a sugerir que essa agressão poderia desencadear “a terceira guerra mundial” se os outros membros da Aliança Atlântica tivessem de defender o Montenegro.

As declarações de Trump mereceram resposta por parte de Montenegro, que num comunicado descreveu o país como “um Estado estabilizador na região, o único que não foi palco de combates durante a desintegração da ex-Jugoslávia” durante os conflitos na década de 1990, que provocou um total de cerca 130 mil mortos.

O governo montenegrino acrescentou ainda, na nota que “a amizade e aliança entre o Montenegro e os Estados Unidos é forte e inalienável”.

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