Economia

Rendimento da agricultura deverá aumentar 5,8 por cento em 2019

O rendimento gerado pela atividade agrícola em Portugal deve aumentar 5,8 por cento em 2019, face a 2018, após ter diminuído 0,1 por cento no ano passado, segundo a primeira estimativa das contas económicas da agricultura hoje divulgada pelo INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), este aumento de 5,8 por cento do rendimento da atividade agrícola, em termos reais, por unidade de trabalho ano (UTA), surge “em consequência dos acréscimos perspetivados para o Valor Acrescentado Bruto (VAB)”, de mais 4,4 por cento, e para os outros subsídios à produção, de mais 6 por cento, enquanto o volume de mão-de-obra agrícola deve cair 1,8 por cento.

O INE diz ainda que o aumento de 5,5 por cento da produção do ramo agrícola, conjugada com um crescimento menos acentuado do consumo intermédio, de mais 2,9 por cento, concorreu para o aumento de 4,4 por cento do VAB em valor, e que, em termos reais, o VAB “deverá aumentar 4 por cento”.

A produção do ramo agrícola vai aumentar 2,8 por cento em volume, enquanto a produção vegetal deve aumentar 4,3 por cento, em resultado de um acréscimo em volume (mais 4,8 por cento) e de uma redução dos preços de base (menos 0,5 por cento).

As estimativas apontam para um volume inferior ao do ano anterior na produção de cereais, com uma descida de 3,9 por cento, uma vez que, exceto o milho, todos registam menor volume de produção, segundo o INE.

“Com efeito, a escassez de precipitação, associada a altas temperaturas durante a primavera, interferiu negativamente nos cereais de sequeiro”, explica, adiantando prever-se, no entanto, um aumento de 0,2 por cento no volume da produção de milho, dado que o tempo quente e seco não afetou o desenvolvimento desta cultura de regadio.

Para o arroz, o instituto estima que a produtividade por hectare fique abaixo da do ano anterior, devido às temperaturas mais amenas e a menor luminosidade no verão.

“A produção deverá ser inferior à da campanha anterior, posicionando esta campanha como a menos produtiva da última década”, lê-se no documento, adiantando o INE que o preço no produtor para os cereais deve aumentar 2,8 por cento.

O INE diz ainda que o aumento de 7,7 por cento em volume previsto para os vegetais e produtos hortícolas reflete sobretudo a evolução dos hortícolas frescos, incluindo o tomate que aumentou 12,4 por cento.

A produção de batata registou um aumento de área e de produtividade, prevendo o instituto um aumento em volume de 14,9 por cento, enquanto nos frutos se estima um acréscimo de 8,9 por cento no volume, destacando o INE os contributos da maçã, pequenos frutos, amêndoa e azeitona.

“Com efeito, a produção de maçã terá aumentado cerca de 35 por cento, podendo atingir a maior produção dos últimos 30 anos, beneficiada pelas condições meteorológicas e pela entrada em produção de pomares novos”, afirma o instituto, adiantando que a os preços devem cair 2,5 por cento.

A produção de pera, afetada por problemas fitossanitários que conduziram à queda precoce do fruto ou impediram a sua comercialização, levaram o INE a prever uma diminuição de 5 por cento em volume.

Para a produção animal a estimativa é de aumento de em valor de 2,1 por cento, face a 2018, em resultado de um aumento dos preços de base, uma vez que o volume caiu.

A estimativa para este ano prevê uma redução em volume de 3,4 por cento nos bovinos, tendo em conta a diminuição dos abates, enquanto a produção de suínos, em volume, se deve manter próxima dos valores de 2018.

Para a produção de leite, o INE estima um decréscimo de 0,9 por cento da produção em volume e um aumento de 1,2 por cento do preço.

O Consumo intermédio (CI) deve aumentar este ano 2,9 por cento, em termos nominais, em resultado de um aumento generalizado dos consumos de vários produtos, como alimentos para animais (mais 2,7 por cento), energia (mais 2,9 por cento), adubos e corretivos do solo (mais 6 por cento) e produtos fitossanitários (mais 9 por cento).

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