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Renamo quer dar “honra e dignidade” aos acordos negociados com PR

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) pretende dar “honra e dignidade” aos acordos negociados pelo seu falecido líder com o Presidente da República, Filipe Nyusi, com vista à paz no país, anunciou hoje a comissão política nacional do partido.

“Nós vamos dar honra e dignidade ao trabalho que ele [Afonso Dhlakama] iniciou”, referiu Ossufo Momade, coordenador do órgão nacional, numa conferência de imprensa na cidade da Beira.

“Não vamos fazer outra coisa além daquilo que ele já havia iniciado e esse trabalho já está na Assembleia da República”, onde os deputados da Renamo “vão poder decidir” o destino das matérias, acrescentou.

Ossufo Momade respondia aos jornalistas acerca das dúvidas levantadas pela opinião pública e comentadores sobre o desfecho do processo, tendo em conta que Afonso Dhlakama morreu antes do final das negociações.

O líder da oposição e o Presidente de Moçambique já tinham divulgado, em fevereiro, um acordo acerca da descentralização do poder, permitindo a eleição de autoridades regionais e locais.

A proposta de alteração constitucional para acomodar o acordo, a tempo das eleições autárquicas de 10 de outubro, encontra-se em discussão na Assembleia da República.

Ficou por anunciar antes da morte de Dhlakama um outro entendimento relativo à desmilitarização, desmobilização e reintegração do braço armado da Renamo.

Um novo acordo para a paz em Moçambique depende dos dois dossiês, conforme foram anunciando Filipe Nyusi e o líder da oposição, nos últimos meses, num tom geralmente otimista sobre o decorrer das negociações.

Afonso Dhlakama morreu na quinta-feira pelas 08:00, aos 65 anos, na Serra da Gorongosa, devido a complicações de saúde.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, referiu à Televisão de Moçambique (TVM) que foram feitas tentativas para o transferir por via aérea para receber assistência médica no estrangeiro, mas sem sucesso.

Fontes partidárias contaram à Lusa que o presidente do principal partido da oposição moçambicana morreu quando um helicóptero já tinha aterrado nas imediações da residência, na Gorongosa, mas não conseguiu transferi-lo.

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