África

Renamo já identificou possíveis centros de acantonamento do seu braço armado

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição em Moçambique, anunciou hoje ter identificado “possíveis” centros de acantonamento para os membros do seu braço armado, como sinal de compromisso com o processo de paz.

“O grupo [da Renamo] encarregue do DDR [Desarmamento, Desmobilização e Reintegração] rodou por todas as províncias a fazer a identificação das bases da Renamo e a identificar os possíveis locas para o acantonamento”, declarou o secretário-geral da Renamo, André Majibire, falando hoje à comunicação.

Em declarações à imprensa após a entrega da candidatura do líder da Renamo às eleições presidenciais de outubro, André Majibire destacou que o partido está comprometido com o processo de paz que está a discutir com o Governo moçambicano.

“Se dependesse de nós, hoje mesmo podíamos assinar o acordo de paz, mas acreditámos que vamos chegar lá, a Renamo está comprometida com a paz”, frisou Majibire.

O secretário-geral da Renamo não indicou o número nem os locais dos possíveis centros de acantonamento dos membros do braço armado da Renamo

André Majibire salientou que as negociações para uma paz duradoura em Moçambique conheceram um impulso no encontro entre o líder do principal partido da oposição, Ossufo Momade, e o Presidente da República, Filipe Nyusi, no dia 02 deste mês.

As Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo não se têm confrontado desde finais de 2017, mas o Governo e o principal partido da oposição ainda não assinaram um acordo formal para uma paz definitiva, mantendo-se em negociações para o efeito.

Apesar de as duas partes terem assinado em 1992 o Acordo Geral de Paz que encerrou 16 anos de guerra civil, o país tem sido assolado por surtos de violência armada, devido a diferendos nos processos eleitorais.

O atual processo paz tem sido marcado por divergências relacionadas com o DDR, apesar de avanços no pacote de descentralização, que culminaram com a introdução da eleição de governadores provinciais, pela primeira vez nas eleições gerais de outubro próximo.

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