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Regressado Andy Priaulx sem certezas no WTCR

Andy Priaulx é um dos regressos mais saudados à competição mundial de carros de turismo que é o WTCR, e o britânico não faz grandes previsões para a época que se inicia este fim de semana em Marraquexe.

Uma das razões para o britânico não saber onde se posiciona no pelotão da Taça do Mundo de Carros de Turismo é o facto de não conhecer a valia do Link da Cyan Racing face aos adversários.

Priaulx lembra-se bem como eram renhidas as corridas quando competia no WTCC há uma década, mas os carros do WTCR são diferentes e sobretudo o Link 03 TCR é um novo carro que ninguém sabe como se posicionará face, por exemplo, aos competitivos Hyundai i30N TCR.

“A Hyundai tem um carro que já deu provas enquanto nós ainda estamos a desenvolver o nosso. Quando guiei o carro pela primeira vez senti-me desde logo confortável, mas há ainda muito trabalho a fazer. Nos últimos testes demos passos em frente, mas estamos um ano atrás em termos de desenvolvimento. Tenho a certeza que no próximo ano, por esta altura, já vou poder dizer que estamos prontos, mas para já ainda estamos a aprender”, admite o piloto de Guernsey.

Andy Priaulx também considera que os adversários terão de ter muito respeito, pois sabem que a Cyan Racing é uma equipa com muita experiência: “Tenho a certeza que todos os outros vão estar nervosos quanto à chegada de um novo carro, mas nós também estamos. Mas de facto não temos uma noção do que vai acontecer até à primeira corrida da época”.

Um dos aspetos a ter em conta é que o Link 03 TCR tem uma boa base; o Volvo S60. Um carro que provou ser a força a bater no Campeonato de Carros de Turismo em 2017, e do qual o bólide chinês herda também grande parte da aerodinâmica, que tem igualmente algumas semelhanças com o perfil do rival Audi RS3 LMS.
Priaulx avalia que o seu novo carro tenha certos trunfos que poderão ser aliados na temporada que se avizinha:

“Penso que as curvas longas e rápidas vão ser boas para o nosso carro, já que possui uma maior distância entre eixos. Temos uma boa aerodinâmica em termos de arrasto, por isso os circuito mais rápidos deverão ser bons para nós, mas depende dos pesos que tivermos nessa altura e como funcionará o sistema de equilíbrio de desempenho. Para mim a potência é crucial, por isso onde ela for importante vai fazer a diferença”.

Este regresso às corridas de turismo, depois de vários anos a correr nas provas de resistência é uma espécie de voltar às origens para o piloto britânico. “Foi em 2010 quando guiei pela última vez um carro do ‘Mundial’ de Turismo. Já guiei os V8 Supercar, DTM e BTCC desde então, por isso não é como se não tivesse guiado carros de turismo desde então, mas este é um carro de tração dianteira, por isso é muito, muito diferente”.

“Penso que os fins de semana de corrida vão ser mais intenso. É mesmo um bom formato, pois corre-se nos dois dias. A competição vai ser, potencialmente, muito equilibrada. Os construtores são muito iguais e espero dar uma boa luta”, conclui Andt Priaulx.

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