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Reclamações nas comunicações recuaram 11 por cento até junho

As reclamações nas comunicações recuaram 11 por cento no primeiro semestre, face a igual período de 2018, para 43 mil, com a Meo a registar uma diminuição de 32 por cento em termos homólogos, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

“No primeiro semestre de 2019, os utilizadores de serviços de comunicações apresentaram cerca de 43 mil reclamações, menos 11 por cento do que no período homólogo, em que se tinha observado um aumento de cerca de 25 por cento”, refere o regulador.

“As reclamações relativas ao setor das comunicações eletrónicas atingiram as 32 mil, menos 13 por cento, enquanto as do setor postal desceram 5 por cento, para cerca de 10,7 mil, adianta.

Estes dados incluem reclamações registadas no livro de reclamações em papel e eletrónico, bem como as enviadas diretamente à Anacom.

“Não abrangem as situações em que os utilizadores, por opção própria ou por recomendação dos operadores, tenham estabelecido um contacto através de ‘email’, de carta, do ‘call center’ ou presencialmente”, refere.

O regulador das comunicações “considera muito relevante a redução verificada e espera que a trajetória de descida se mantenha para o futuro, em linha com as ações que tem desenvolvido com vista a assegurar uma proteção máxima dos direitos dos utilizadores das comunicações, em todo o território e, em especial, junto das populações mais vulneráveis”.

As comunicações eletrónicas registaram 32 mil reclamações no semestre, com a Meo a registar 37 por cento das reclamações, seguida da NOS, com 34 por cento, da Vodafone, com 25 por cento, e da Nowo/Oni, com 4 por cento.

“A Meo foi o único prestador relativamente ao qual o volume de reclamações diminuiu (-32 por cento) face ao semestre homólogo, no qual esse operador tinha registado um aumento de 105 por cento”, adianta.

“A faturação de serviços foi o assunto mais reclamado no setor das comunicações eletrónicas, sendo referida em 31 por cento das reclamações. Trata-se igualmente do assunto mais referido nas reclamações contra os quatro operadores mais reclamados, tendo sido registado em 33 por cento das reclamações contra a Meo, 28 por cento contra a NOS, 30 por cento contra a Vodafone (assunto mais reclamado, a par da contratação de serviços) e 38 por cento das reclamações contra a Nowo/Oni”, adianta.

O setor postal foi objeto de 10,7 mil reclamações, 86 por cento das quais visaram os CTT, o que corresponde a 9,2 mil reclamações.

As reclamações dos CTT registaram uma diminuição de 12 por cento.

“O livro de reclamações físico foi utilizado em 48 por cento do total de reclamações, seguido do livro de reclamações eletrónico ? único meio cuja utilização aumentou (5 por cento) ?, que representa 44 por cento das reclamações recebidas”, adianta a Anacom.

Já os meios que a Anacom disponibiliza para a apresentação de reclamações “foram utilizados em apenas 7 por cento do total” das registadas.

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