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Pureza feminista é intimidação sobre os criadores, avisa Henrique Raposo

Henrique Raposo juntou-se aos críticos do movimento #MeToo, que denuncia os abusos sexuais, para avisar que “a pureza moralista e ‘feminista'” é um sério ataque à capacidade de criação.

Como argumentos, o colunista do Expresso cita cenas de violação em três filmes que, à data, causaram forte impacto na sociedade.

“Uma coisa são cenas gratuitas de sexo; outra, bem diferente, é o uso do sexo num grande filme”, salientou.

Se num desses filmes – Pulp Fiction – a cena de violação “está ali só para a paródia”, nos outros dois – Os Acusados e Monster’s Ball – são cenas essenciais à construção dramática e à “catarse moral”, defendeu.

Henrique Raposo colocou a questão: será que no “clima de 2018”, com denúncias de abusos sexuais a surgirem todas as semanas, os realizadores voltariam a filmar as referidas cenas?

E acrescentou: as atrizes, Jodie Foster e Halle Berry (duas conhecidas ativistas pelos direitos das mulheres), encarnariam as personagens da mesma forma?

Com o “clima de intimidação” que atualmente se vive, os criadores têm medo de serem acusados de objetificação ou de sexualização, insistiu o colunista.

“Criticar ou lutar contra esta permanente objetificação da mulher exige um pouco de tino”, concluiu Henrique Raposo.

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