Economia

PSD questiona justeza de passes quando “grosso do país” não terá acesso a tarifas reduzidas

O presidente do PSD, Rui Rio, questionou hoje a justeza dos passes sociais mais baratos nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, quando “o grosso do país” é “completamente abandonado nesta matéria”.

Falando aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma reunião com o Presidente da República, o líder dos sociais-democratas começou por referir que “ninguém põe em causa em Portugal que, quanto mais baratos forem os passes sociais, naturalmente melhor para as pessoas, particularmente aqueles que têm mais dificuldades económicas”.

“Agora, o que nós questionamos é, até que ponto é que é justo que isto seja extremamente centrado na Área Metropolitana de Lisboa, e um pouquinho no Porto, e que o grosso do país seja completamente abandonado nesta matéria”, vincou.

Na opinião de Rio, “não é justo, não é correto que os portugueses do interior, e sem ser do interior, estejam através dos seus impostos a subsidiar os passes na Área Metropolitana de Lisboa”.

Para o presidente do PSD, “isto resolvia-se se fosse da responsabilidade das câmaras municipais”, mas “sendo o Orçamento do Estado, sendo os impostos dos portugueses a pagar, então tem de haver igualdade, não se pode privilegiar nenhuma área específica do país”.

O Governo e os presidentes dos municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) assinaram na segunda-feira na capital os contratos para a entrada em vigor, em abril, de um passe único nos 18 concelhos da AML, que custará no máximo 40 euros.

Na altura, o primeiro-ministro, António Costa, assegurou que a redução tarifária é “um programa nacional”, que beneficiará, já a partir de 01 de abril, 85 por cento da população portuguesa.

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