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PSD quer passe social da Área Metropolitana de Lisboa alargado ao Entroncamento

O PSD anunciou hoje que vai propor o alargamento da coroa do passe social da Área Metropolitana de Lisboa ao Entroncamento, argumentando que quem vive no distrito de Santarém paga mais 300 por cento pelo transporte público para a capital.

“Os deputados do PSD e a distrital do PSD de Santarém pretendem levar esta proposta à Assembleia da República e vêm publicamente desafiar o governo a incluir esta solução na proposta de Orçamento de Estado”, anunciou o deputado social-democrata Duarte Marques.

Em causa estão duas propostas, uma para alargar a coroa do passe social, que atualmente termina na Azambuja, até ao Entroncamento, e oura para “atribuir como bónus a totalidade ou um desconto de 50 por cento na compra do passe de Lisboa (Navegante ou Lisboa Viva) a quem tiver um passe de um percurso superior exterior à coroa da Área Metropolitana de Lisboa ou a 50 quilómetros de distância de Lisboa”.

“Quem vive em Santarém e utiliza o comboio para chegar à capital, demora provavelmente o mesmo tempo que quem vive em Cascais ou em Sintra, muito embora gaste mais 300 por cento pela compra do passe social”, sustenta Duarte Marques no comunicado.

O deputado social-democrata sublinha que “Santarém, Cartaxo, Almeirim, Torres Novas, Tomar ou Entroncamento são concelhos com cada vez mais movimentos pendulares diários para Lisboa, uma vez que o aumento exponencial do preço da habitação em Lisboa tem promovido ainda mais a opção de viver fora da capital, em concelhos onde o custo de vida é mais baixo”.

O PSD aponta que “um habitante da Azambuja paga de passe 55 euros, mas se for do Cartaxo, 12 km ao lado, já paga 134 euros e de Santarém 161 euros sem esquecer que como são passes fora da AML não podem ser combinados, logo estas pessoas têm que adquirir um segundo passe para circularem dentro da cidade de Lisboa (+ 40 euros a 50 euros)”.

“Acreditamos que se o preço do comboio entre Entroncamento e Lisboa for mais acessível nos comboios mais rápidos seriam uma alternativa bastante competitiva para os cidadãos que se deslocam diariamente entre o distrito de Santarém e Lisboa. Além de se reduzir o fluxo de trânsito em Lisboa, melhorava-se a qualidade de vida destas pessoas e atraía-se mais gente para viver no Ribatejo”, sustenta Duarte Marques.

Por outro lado, para “além dos trabalhadores, há muitos estudantes universitários que fazem este percurso diariamente porque não conseguem arrendar um quarto com os preços atuais”, salienta.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou a 01 de outubro anunciou, em entrevista à TVI, que a proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2019 conterá “uma inovação radical em matéria de transportes, com um passe único” nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Lusa

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Lusa

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