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PSD: Passos lança Rangel nas europeias para travar Rui Rio

paulo rangelparlamento eur bigPassos Coelho pretende que Paulo Rangel volte a encabeçar a lista do PSD nas eleições europeias, avança o Sol. Como o eurodeputado é próximo de Rui Rio, o presidente ‘laranja’ aposta em retirar margem de manobra ao ex-autarca do Porto.

O presidente do PSD, Passos Coelho, pretende que o número um nas últimas eleições europeias, Paulo Rangel, volte a encabeçar a lista, avança hoje o Sol. De acordo com o semanário, esta decisão tem uma dupla vantagem para o atual primeiro-ministro: cede o mediatismo a um eurodeputado pouco associado ao Governo e ‘rouba’ um aliado a Rui Rio.

Os contextos explicam-se em poucas linhas: Passos derrotou Rangel (e Aguiar-Branco) na liderança pelo PSD, em 2010, e o atual eurodeputado tem sido um crítico interno do rumo do partido. No último Conselho Nacional, Rangel terá sido um dos ‘animadores de serviço’, depois de ter sido acusado por Aguiar-Branco de não ter apoiado Luís Filipe Menezes (Câmara) e o próprio Aguiar-Branco (Assembleia Municipal) nas autárquicas de setembro.

O primeiro-ministro ficou imune à discussão entre o eurodeputado e o ministro da Defesa, apesar dos ‘passistas’ terem apoiado a facção de Aguiar-Branco. Citando uma fonte que não identifica, o Sol adianta que Passos Coelho prefere manter Paulo Rangel em Bruxelas e reconhece um trabalho positivo no Parlamento Europeu.

Se Rangel aceita o convite para voltar a ser o cabeça de lista do PSD, nas eleições europeias previstas para maio de 2014, ficará a liderar o dossiê da campanha, para evitar que o desgaste do exercício governativo penalize o partido, à semelhança do que ocorreu nas autárquicas de setembro.

Um outro motivo é a proximidade de Paulo Rangel a Rui Rio. O antigo presidente da Câmara do Porto tem sido publicamente desafiado, por várias figuras do PSD, a avançar para a liderança do partido. Ao renovar o convite a Rangel, Passos Coelho antecipa-se e retira um eventual apoio de peso a Rui Rio, reforça o semanário.

A alicerçar esta ideia está uma afirmação de ontem do eurodeputado, quando comentava as eleições para a concelhia do Porto: Paulo Rangel assegurou que não tem “fidelidades nenhumas a ninguém no sentido de pertenças pessoais”.

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