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PSD convoca Conselho Nacional para discutir cenário político do país

passos coelho12PSD vai reunir o Conselho Nacional, já no próximo sábado, onde discutirá o estado da coligação. Em causa estarão as divergências políticas com o CDS-PP, suscitadas pela proposta de Orçamento de Estado para o próximo ano. A partir das 15h30, os sociais-democratas analisam o cenário político, sendo que da ordem de trabalhos desta reunião consta apenas aquele ponto.

O Partido Social Democrata vai reunir em Lisboa, no próximo sábado, numa unidade hoteleira, para analisar o contexto político de Portugal, anuncia a agência Lusa. Em causa estão as alegadas divergências entre PSD e CDS-PP, suscitadas pela proposta de Orçamento de Estado para 2013 e a intransigência do ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

A proposta que o PSD apoia prevê um aumento da carga fiscal, o que contraria a estratégia centrista, no seu compromisso eleitoral. O silêncio do CDS-PP sobre aquela proposta de Orçamento tem sido interrompido com ecos de instabilidade na coligação.

A TSF cita uma fonte da bancada do CDS, que revela àquela rádio que o ministro está “obcecado” a proposta de Orçamento de Estado que apresentou.

Subsistem fortes divergências no seio da maioria, que não foram superadas neste encontro de hoje. À saída do encontro, nenhuma das partes prestou declarações, mas não há dúvidas de que o CDS-PP não concorda com alguns pontos da proposta de Orçamento e pretendia abertura para negociar as medidas.

Vítor Gaspar está a provocar inconformismo nos deputados centristas, que não toleram a afirmação de que não há margem de manobra para mudar a proposta, de acordo com a afirmação do ministro das Finanças, na segunda-feira, aquando da apresentação do documento. O PSD vai reunir para analisar a tensão no Governo, dias depois de alguns sinais de discórdia, por parte de outros deputados do CDS.

Os primeiros sinais de mal-estar na coligação entre PSD e CDS surgiram com uma opinião divulgada no Facebook, por parte do deputado João Almeida, que considera que qualquer proposta de Vítor Gaspar “tem margem de manobra”, ao contrário do que defendeu o ministro. “Negá-lo é negar o fundamento do parlamentarismo e do sistema democrático”, acrescentou ainda o deputado centrista. leia mais

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