Nas Notícias

PSD alerta que para aumentar salário mínimo é preciso saber “como se comporta a economia”

O vice-presidente do PSD David Justino considerou hoje que, para aumentar o salário mínimo nacional é preciso ter em conta como “se comporta a economia”, e ironizou que possíveis pontes com o PS é matéria do Ministério das Infraestruturas.

No final da tomada de posse do XXII Governo Constitucional, que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, o social-democrata foi questionado pelos jornalistas sobre o discurso do primeiro-ministro, António Costa (PS), logo após o Presidente da República lhe ter dado posse.

O primeiro-ministro assumiu hoje como meta do novo Governo colocar o salário mínimo nos 750 euros em 2023 e defendeu também uma “clara valorização salarial dos jovens qualificados” a negociar com os parceiros sociais.

“Vamos ver como é que se comporta a economia, porque nas prioridades o crescimento económico não foi assinalado”, responde Justino.

No discurso de posse do XXII Governo Constitucional, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, António Costa referiu que, na anterior legislatura, o salário mínimo nacional “teve um aumento de quase 20 por cento”.

“Ainda assim, todos temos consciência de que estamos aquém do necessário para uma valorização justa do trabalho, pelo que nesta legislatura devemos ambicionar ter uma maior valorização do salário mínimo. Neste sentido, o salário mínimo nacional evoluirá em cada ano, ouvidos os parceiros sociais, em função da dinâmica do emprego e do crescimento económico, mas tendo o Governo o objetivo de atingir os 750 euros em 2023”, declarou o primeiro-ministro.

Se esta meta for concretizada, de acordo com o líder do executivo, “no conjunto das duas legislaturas, o salário mínimo subirá de 505 para 750 euros, um aumento de cerca de 50 por cento”.

Já sobre a questão de o primeiro-ministro ter apontado que quer “estabelecer pontes com toda a sociedade, de forma transversal e alargada”, o vice-presidente do PSD fugiu à questão de forma irónica, dizendo apenas: “Eu acho que isso é no Ministério das Infraestruturas”.

Em destaque

Subir