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PS responde e acusa BE de ter “abundantes relações familiares” na sua bancada

O líder parlamentar do PS confessou hoje ter ficado surpreendido com as críticas do BE às relações familiares dentro do Governo socialista, afirmando que os bloquistas têm “abundantes relações familiares” na sua bancada.

“Não percebo como é que o Bloco de Esquerda as pode fazer, sendo um partido onde se conhece que, no seu próprio grupo parlamentar, são abundantes e diretas as relações familiares”, afirmou Carlos César, à margem das jornadas de proximidade do PS, ao distrito de Portalegre, que hoje terminam.

César foi confrontado com o conselho da coordenadora do BE, Catarina Martins, no domingo, para o PS fazer uma reflexão sobre as relações familiares dentro do Governo socialista.

E foi aí que o líder parlamentar e presidente do PS disse não querer comentar “acusações em concreto”, mas que, “às vezes”, fica surpreendido com este tipo de críticas, não só do BE, mas também de comentadores como Luís Marques Mendes, na SIC.

De Marques Mendes recordou que o pai foi deputado na primeira, terceira e quarta legislatura, o próprio foi “ministro por cinco vezes”, deputado e líder parlamentar e “a sua irmã é deputada e dirigente parlamentar”.

Carlos César disse ainda não ficar admirado que, “em determinadas famílias, onde essa vocação [da política] e essa proximidade se multiplica, as pessoas tenham empenhamento cívico similar”.

O que “é importante, na política e na governação, é a transparência, o conhecimento dos interesses que estão em causa em todas as decisões e a competência”, afirmou.

Em dois dias seguidos, no sábado e no domingo, PSD e BE colocaram na agenda política e mediática as relações familiares entre membros do Governo, como é o caso, por exemplo, dos ministros Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino (marido e mulher) e José Vieira da Silva e Mariana Vieira da Silva (pai e filha).

No sábado, em entrevista à Lusa, o cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, defendeu que o Presidente da República já devia ter avisado o primeiro-ministro para não repetir o que chama de “promiscuidades familiares” no Governo.

No domingo, a coordenadora do BE aconselhou o Governo e o PS a refletirem sobre a prática de ocupação de cargos públicos por “pessoas com muitas afinidades”.

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