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PS inicia hoje processo de escolha dos candidatos a deputados às eleições legislativas

A Comissão Nacional do PS reúne-se hoje para iniciar o processo de escolha dos seus candidatos a deputados às próximas eleições legislativas, que será encerrado em 23 de julho com a aprovação final das listas.

Na reunião de hoje do órgão máximo partidário entre congresso, serão objeto de discussão e de deliberação as metodologias e os critérios para a escolha dos candidatos a deputados, sendo o mais relevante o do reforço da igualdade de género na composição das listas a apresentar em cada círculo eleitoral.

A nova lei da paridade, que foi aprovada nesta sessão legislativa, impõe que um dos géneros esteja representado em cada lista de candidatos a deputados à Assembleia da República em pelo menos 40 por cento, mas a direção do PS vai recomendar às diferentes federações socialistas que tenham como objetivo a paridade absoluta, ou seja, 50 por cento de cada género.

O líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Duarte Cordeiro, já assumiu que o seu objetivo será formar uma lista com igualdade de género.

Para os maiores círculos eleitorais do país, casos de Lisboa, Porto, Setúbal e Braga, a recomendação da direção do PS aponta no sentido de que o primeiro e o segundo lugar dessas listas não serem preenchidos por candidatos do mesmo género. Assim, se o “número um” for um homem, então o segundo lugar da lista deverá caber a uma mulher.

Na reunião de hoje da Comissão Nacional do PS, a tendência minoritária liderada por Daniel Adrião vai propor que se discuta e se delibere pela realização de eleições primárias (abertas a todos os cidadãos) na escolha dos candidatos a deputados – uma proposta que deverá ser rejeitada.

No processo de escolha dos candidatos a deputados do PS, de acordo com os estatutos deste partido, cabe a cada federação indicar dois terços do total da lista, sendo o restante terço da responsabilidade do secretário-geral.

Os cabeças de lista em cada um dos círculos eleitorais são tradicionalmente uma escolha também da responsabilidade do líder do partido, sendo considerado provável que António Costa também a este nível siga a regra da paridade absoluta nos elementos que indicar.

Quanto ao calendário para a aprovação dos candidatos a deputados, as federações socialistas deverão reunir as respetivas comissões políticas na semana que se inicia em 15 de julho. No caso da FAUL, essa reunião apenas se realizará no dia 22 de julho.

No dia 23 de julho, reúne-se então a Comissão Política Nacional, durante a qual o secretário-geral do PS, António Costa, indicará os nomes da sua responsabilidade direta (um terço do total). Nessa reunião, serão objeto de votação – uma a uma – as diferentes listas a apresentar pelo PS em cada um dos círculos eleitorais.

De acordo com a ordem de trabalhos a que a agência Lusa teve acesso, na Comissão Nacional do PS, hoje, além da análise da situação política, serão também votados o relatório e contas deste partido referente a 2018 e as moções setoriais apresentadas no congresso nacional do ano passado.

Segundo a direção do PS, o relatório e contas de 2018 aponta para resultados financeiros positivos pelo terceiro ano consecutivo. No ano passado, o PS terá registado um saldo líquido na ordem dos 264 mil euros.

“A situação financeira do PS pode ainda ser caracterizada como digna de cuidados e de atenção, mas é agora muito melhor do que em 2015. Se tudo correr como temos previsto, a situação financeira será completamente equilibrada nos próximos anos”, declarou à agência Lusa o secretário nacional do PS para a Administração, Luís Patrão.

Ainda de acordo com os dados fornecidos por este dirigente do PS, “o endividamento, que atingia os 12 milhões de euros em 2015, baixou a fasquia dos 10 milhões de euros no final de 2018 – um ano em que o partido teve despesas [acrescidas] com a realização de congressos federativos e de um congresso nacional”.

“O PS conseguiu simultaneamente reduzir o seu passivo em 2,3 milhões de euros, com o endividamento bancário a cair em quase 500 mil euros, o que permitiu melhorar o rácio de capitais próprios”, completou o antigo secretário de Estado dos governos de António Guterres.

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