Fórmula 1

Problema de motor terá prejudicado Max Verstappen em Silverstone

Conhecido como ‘turbo lag’, o efeito de falta de aceleração no motor Honda do Red Bull RB15 # 33 terá afetado Max Verstappen durante o Grande Prémio da Grã-Bretanha de Fórmula 1.

Embora a equipa de Milton-Keynes tenha conseguido melhorar o seu monolugar nas últimas provas e o piloto holandês tenha vencido na Áustria, na corrida do passado fim de semana em Silverstone sentiu alguns problemas com o motor que segundo o próprio lhe terão custado a luta por novo triunfo, já que isso lhe terá custado entre mais de uma décima a duas décimas.

A Honda está a investigar o que se passou e espera ter uma resposta para o problema antes da próxima prova, o Grande Prémio da Alemanha, sendo que tudo aponta para uma anomalia de calibragem, podendo significar que a alteração pedida ao sistema de acelerador pedida por Verstappen não terá sido feita.

O chefe da Red Bull Racing acredita que estas alterações são necessárias por via das melhorias que a equipa conseguiu ao nível do chassis, já que o piloto holandês aplica o acelerador de forma diferente ao que fazia anteriormente.

“Acho que se deveu à rapidez com que Max pisa o acelerador. É algo que nunca se viu antes, por isso algo que pode ser resolvido no banco de ensaios. Acredito ser uma coisa para a Honda resolver e eles parecem confiantes nisso”, afirma Christian Horner.

Há três provas, em França, a Honda apresentou uma atualização do seu motor, mas na Grã-Bretanha Max Verstappen queixou-se de um problema de ‘turbo lag’, que ocorreu com bastante frequência.

Normalmente trata-se de uma anomalia que é resolvida imediatamente ajustando as configurações do mecanismo no volante, mas em Silverstone isso não pôde ser feito. E Toyoharu Tanabe, diretor técnico da Honda F1 explicou que a marca continua a analisar o problema esta semana na sua sede em Sakura, de modo a estabelecer “qual a calibração” precisa de mudar e quando precisa de mudar “para corrigir esse problema”.

“Falamos com Max sobre qual a rotação em que o acelerador evidenciava o problema, como ele o piso e como sentiu o ‘lag’. De modo a olharmos para o cerne da questão”, explicou ainda Tanabe.

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