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Príncipe saudita compra 2,3 por cento do capital do Snapchat

O príncipe saudita Al Walid bin Talal anunciou na terça-feira à noite a compra de 2,3 por cento das ações da classe A da Snap, dona da aplicação de mensagens instantâneas Snapchat, por 250 milhões de dólares (260 milhões de euros).

“Este investimento processou-se e terminou em 25 de maio com um custo aproximado de 11 dólares por ação, o que faz do príncipe Al Walid um importante acionista individual nesta empresa ligada às redes sociais”, segundo a informação da página na Internet deste empresário da família real saudita, citada hoje pela agência Efe.

O investimento de Bin Talal no Snapchat traduziu-se na “continuação da estratégia do príncipe em investir em novas tecnologias e completa uma carteira já robusta em algumas das empresas de tecnologia líderes mundiais, incluindo o Twitter, JD.com e Lyft”, segundo a mesma fonte.

Bin Talal considerou que o “Snapchat é uma das plataformas das redes sociais mais inovadoras do mundo” e acredita que “começou a mostrar o seu verdadeiro potencial”.

O magnata saudita publicou na terça-feira à noite na sua conta do Twitter um vídeo com o responsável máximo da Snap, Evan Spiegel, onde aparecem a montar um camelo, a jantar juntos numa tenda no deserto e a tirarem fotografias com aves de rapina.

A empresa Kingdom Holding Company, presidida por Al Walid, tem diversos investimentos em diferentes empresas de setores desde a gestão de hotéis de luxo, tecnologia, entretenimento e serviços financeiros.

No seu portefólio de investimentos figuram empresas tecnológicas como a Apple e o Twitter, pelas quais desembolsou 300 milhões de dólares em 2011, além do banco Citigroup, empresas de comunicação como News Corporation, 21st Century Fox e Time Warner, bem como as cadeias de hotéis de luxo Four Seasons, Fairmount, Mövenpick e Swissotel.

Al Walid esteve preso dois meses, entre novembro e janeiro últimos, por ter sido apanhado pela campanha contra a corrupção lançada pelas autoridades sauditas, mas foi libertado depois de chegar a um acordo de conciliação com a família real.

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