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Primeiro-ministro australiano anuncia que pode deixar Parlamento na sexta-feira

O primeiro-ministro australiano advertiu hoje que deixará o Parlamento e o cargo na sexta-feira, se a maioria dos deputados do Partido Liberal continuar a exigir uma mudança na chefia do Governo.

Malcolm Turnbull disse que vai convocar para sexta-feira uma reunião da bancada do partido, mas só se antes receber uma carta assinada pela maioria dos membros a pedir uma mudança de líder.

“O Parlamento foi suspenso e agora espero uma carta com as assinaturas da maioria do partido, 43. Se receber isso, vou convocar uma nova reunião do partido. Na terça-feira [o partido] confirmou a minha liderança. Preciso de ver que há uma maioria de membros que quer nova votação”, disse, numa conferência de imprensa transmitida em direto pelas televisões australianas.

“Assumindo que receba essa carta, a minha intenção é ter uma nova reunião do partido às 12:00 de amanhã [sexta-feira]”, afirmou.

Caso isso ocorra, será feita uma primeira votação para ver se há ou não vontade de desafiar a liderança e, caso seja aprovada, Turnbull não se candidatará.

Malcolm Turnbull disse que neste processo é ainda importante esperar até à manhã de sexta-feira para que o procurador-geral determine se o ex-ministro do Interior Peter Dutton, que se demitiu na terça-feira, cumpre os critérios de elegibilidade.

Em causa estão os interesses de Dutton em dois infantários, algo que, devido a alterações recentes na lei, o podem impedir de ser chefe do Governo.

“Isto é um ponto muito significativo. Quem queira ser primeiro-ministro tem que ser elegível para ser membro do Parlamento. Se não for elegível, não é capaz de validamente ser um ministro ou exercer todos os poderes de um ministro”, disse.

“O procurador-geral recebeu conselhos sobre isto ontem [quarta-feira] e estará a completar a sua recomendação. E não sabemos qual será”, disse.

Turnbull admitiu que a situação política tem deixado a população australiana chocada e afirmou que em causa está a ação de uma “minoria no Parlamento” que está “a intimidar” outros para avançar na mudança de líder.

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