André Rocha

Presidenciais. A vitória de Marcelo

No próximo dia 24 de Janeiro Portugal irá novamente a votos, desta feita para eleger o próximo Presidente da República. Marcelo não chegou a descolar dos adversários pelo simples facto que a eles nunca esteve colado. A distância para Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa é abismal, por isso mesmo, este será um acto eleitoral sem história tampouco portador de suspense. Marcelo já ganhou.

A profissionalismo demonstrado ao longo dos últimos meses por parte do candidato posicionado mais à direita fica bem patente quando comparado com os adversários. Marcelo adoptou uma postura mais formal, menos expressiva e, com isso, ganha ainda mais credibilidade que aquela que já possuía. Ao contrário dos oponentes que pautam a sua campanha tentando explorar as fragilidades do Professor, Marcelo consegue, de forma hábil, desviar-se de todas as questões incómodas como, por exemplo, os dez anos Cavaco Silva na Presidência.

Poucos serão aqueles que terão dúvidas acerca da capacidade de Marcelo vencer as eleições e ser um excelente Presidente. O que porventura muitos não esperavam é que o Professor de Direito fosse, ao mesmo tempo, um estratega exímio na preparação da sua campanha eleitoral. A sua principal virtude tem sido minimizar o espectáculo em torno da sua figura, falando pouco mas o necessário, não entrando em questões sensíveis a fundo mas dando sempre a entender uma postura de equilíbrio e imparcialidade e, claro, cultivando a imagem de seriedade e o carácter impoluto de que ninguém, da esquerda à direita, poderá questionar.

Portugal irá eleger para Presidente da República o cidadão mais experiente e preparado para o cargo. Alguém que tem o perfil certo, e que, ao longo dos anos, sempre mostrou um carácter e convicções inabaláveis algo que, infelizmente, escasseia no panorama político nacional. Marcelo não é por natureza um político e, por isso mesmo, é sem sombra de dúvidas a personalidade mais indicada para ser a principal figura da nação.

É realmente histórico que um país politicamente instável como é o nosso tenha, neste momento, uma figura que gere um consenso amplamente maioritário na sociedade. Independentemente da inclinação política e partidária, Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato não só da direita mas também da esquerda e até da extrema esquerda. É ele o ponto de união entre as mais diversas inclinações políticas em Portugal. Algo histórico.

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