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Presidente da Ucrânia fixa como prioridades fim da guerra e luta anticorrupção

O Presidente da Ucrânia fixou hoje como prioridades políticas o fim da guerra com os separatistas pró-russos do leste do país e a luta anticorrupção, após as primeiras projeções das eleições deste domingo anunciarem a vitória do partido presidencial.

Volodymyr Zelensky falava depois das primeiras sondagens à boca das urnas terem avançado que a sua força política, o partido Servidor do Povo (Sluha Narodum, SN), deverá ter ganho as eleições legislativas antecipadas hoje realizadas com 42,7 por cento a 44,4 por cento dos votos.

“Somos gratos ao povo ucraniano por este apoio”, declarou Zelensky, de 43 anos, na sede do seu partido.

“Vocês conhecem as nossas principais prioridades (…) é acabar com a guerra, trazer de volta os prisioneiros e derrotar a corrupção”, afirmou.

Caso esta votação se confirmar, o partido de Zelensky ficará perto de conquistar uma maioria absoluta e terá uma votação recorde.

A segunda força política mais votada na Ucrânia será a Plataforma Opositora-Pela Vida (pró-russa), de Yury Boyko e Viktor Medvedchuk, um aliado próximo do Presidente russo (Vladimir Putin), que terá conseguido 12 por cento dos votos, de acordo com as mesmas projeções, elaboradas por três institutos e citadas pelas agências internacionais.

A Solidariedade Europeia (YS), o partido do antigo Presidente ucraniano Petro Poroshenko, terá obtido 8,5 por cento dos votos.

Ao prometer “quebrar o sistema”, Zelensky esmagou o seu antecessor, Petro Poroshenko – no poder entre 2014 e 2019 – com 73 por cento de votos na segunda volta das presidenciais em abril passado.

Na sua campanha, Volodymyr Zelensky prometeu mudanças radicais nesta ex-república soviética de 42 milhões de habitantes, um dos países mais pobres da Europa, minado pela corrupção e envolvido num penoso conflito com os separatistas pró-russos do leste do país.

Zelensky, um ex-comediante e empresário de espetáculos, sem experiência política, dissolveu um Parlamento que se revelou hostil e convocou legislativas antecipadas para beneficiar da vaga de popularidade e sem esperar pelo escrutínio inicialmente previsto para outubro.

Em junho, e apesar de ainda não ter adotado medidas fraturantes, um estudo referia que 67 por cento dos ucranianos aprovavam a sua ação como Presidente.

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