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Portugal continua sem saber identidade das pessoas com passaporte português retidas em cruzeiro

As autoridades de Portugal e de Macau continuam sem conhecer a identidade das sete pessoas com passaporte português, retidas num cruzeiro em Hong Kong, devido ao novo coronavírus, se residem num ou noutro território.

Em conferência de imprensa, as autoridades de Macau disseram que ainda não conseguiram confirmar se as sete pessoas com passaporte português, são residentes de Macau.

Minutos depois, em resposta à Lusa, o cônsul geral de Portugal em Macau e Hong Kong apontou que não dispõe da “lista dos sete portugueses”.

“Mas apurámos que são todos membros da tripulação do navio e que continuam sem registar problemas de saúde”, escreveu Paulo Cunha-Alves, num e-mail enviado à Lusa.

“O Consulado Geral entrou ontem [quinta-feira] em contacto com a empresa proprietária do navio de cruzeiros a quem pediu mais informações sobre a identidade das sete pessoas, aguardando-se uma resposta”, explicou o diplomata, num outro e-mail enviado anteriormente à Lusa.

Paulo Cunha-Alves frisou ainda que o consulado já solicitou à empresa que facultasse às sete pessoas com passaporte português os contactos do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

Na conferência de imprensa, as autoridades de Macau explicaram que “os passageiros têm liberdade de utilizar o documento que quiserem”.

Mas se essa pessoa não quiser ou não pedir auxílio as autoridades nada podem fazer, frisaram as autoridades do território.

“O nosso contacto é com a companhia do cruzeiro [não com as autoridades de Hong Kong] e a companhia do cruzeiro não nos enviou o documento deles”, concluíram.

Há ainda 15 residentes de Macau a bordo do navio.

O Consulado Geral de Portugal estima que existam 170 mil portadores de passaporte português entre os residentes em Macau e em Hong Kong. Destes, apenas cerca de seis ou sete mil serão expatriados.

O Consulado geral de Portugal em Macau e Hong Kong pode ser contactado pelo telefone 00 853 2835 6660, pelo email macau@mne.pt ou através de mensagem na respetiva página da rede social Facebook.

Mais de 3.000 pessoas, entre tripulantes e passageiros, foram mantidas no navio de cruzeiro no porto de Hong Kong para serem submetidas a exames médicos, depois da confirmação de que três passageiros chineses, que haviam viajado anteriormente na embarcação, estavam infetados com o novo coronavírus.

Na manhã de quarta-feira, uma equipa das autoridades de saúde de Hong Kong embarcou no World Dream para realizar inspeções médicas a 1.800 passageiros e 1.800 tripulantes após o navio atracar no terminal Kai Tak, em Kowloon, ao qual chegou depois de ter sido recusado pelas autoridades de Taiwan.

A China elevou hoje para 636 mortos e mais de 31 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países. Na Europa, o número de casos confirmados chegou quinta-feira a 31, com novas infeções detetadas no Reino Unido, Alemanha e Itália.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

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