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‘Porto.’, o jornal que a Câmara lança no vazio da revista municipal

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A Câmara do Porto vai lançar um jornal gratuito, depois de ter extinto a revista municipal em 2014. A autarquia promete “não transformar” num “órgão de propaganda política do executivo” e assegura que o ‘Porto.’ “não substitui, nem concorre com a imprensa formal e comercial existente”.

Em vez da revista municipal ‘Sempre’, que fazia chegar às habitações da cidade a cada trimestre, a Câmara do Porto vai editar um jornal, o ‘Porto.’, também gratuito e com a mesma periodicidade.

“Em 2014, a Câmara Municipal não editou qualquer publicação em papel para concentrar recursos no lançamento da nova marca ‘Porto.’ e na criação de novos sites e plataformas de comunicação digital”, explicou a autarquia, salientando que “existe ainda uma faixa de população que não tem acesso à informação municipal por essa via”.

Para chegar a essa faixa surge o novo jornal, “com o título ‘Porto.’”, cuja primeira edição deverá chegar às habitações da cidade já em maio, “devendo ter três a quatro edições por ano”.

A “novidade nesta publicação é a inclusão de uma secção de opinião, aberta a todos os partidos representados na Assembleia Municipal do Porto”, de forma a garantir o “pluralismo de opiniões.

“Há a orientação para não transformar o jornal em algo confundível com um órgão de propaganda política do executivo, ficando garantido o pluralismo de opiniões e a transversalidade dos temas, independentemente do interesse político de qualquer grupo representado na Câmara”, revela ainda o comunicado emitido pela autarquia.

O município frisou ainda que “que a publicação, que não será aberta a publicidade nas suas páginas, não colide, não substitui, nem concorre com a imprensa formal e comercial existente”, sendo que “essa foi uma preocupação do estudo que levou à conceção editorial do jornal”.

“Os temas abordados serão, por isso, escolhidos em função do seu interesse para os cidadãos, procurando divulgar iniciativas de interesse público ou informar sobre dossiês importantes para a cidade, independentemente de serem ou não lançados pela autarquia”, concluiu a Câmara portuense.

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