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Portas quer ser primeiro-ministro porque Passos “não está preparado”

Presidente do CDS-PP quer ser primeiro-ministro. Paulo Portas não se interessa pelas sondagens, muito menos pelo histórico do partido, que nunca foi Governo, e dos resultados eleitorais em Portugal. O líder centrista justifica a posição com diversos factos, segundo uma fonte da direção do partido. Destaca-se uma: “Passos Coelho não está preparado para governar”.

A história da Democracia diz que o CDS nunca foi o partido mais votado. Diz ainda que PS e PSD dividiram entre si – com vantagem para os socialistas – a vitória em eleições legislativas. Mas Paulo Portas não olha à história e quer ele mesmo reescrevê-la. Assume-se como candidato a primeiro-ministro, porque o “CDS é um dos três partidos que podem ser a solução”, mas porque não encontra, na Direita, uma alternativa.

Paulo Portas considera que Passos Coelho é um político que “não está preparado” para suceder a José Sócrates, na liderança de um Governo. Esta informação é avançada pelo Sol, que cita uma fonte da direção do CDS-PP. Nesse sentido, e segundo essa fonte, perante “a situação que o País enfrenta”, não resta alternativa a mudar a estratégia.

Os centristas consideram que “já atingiram um lugar” entre os principais partidos políticos e, nesse sentido, sentem-se com legitimidade para governar o país. E uma vez que “a resposta” proposta por PS e PSD é “insuficiente”, resta ao CDS seguir um caminho que não é tradicional: um terceiro candidato a primeiro-ministro.

Mas se Passos Coelho não está preparado, José Sócrates “não pode continuar” como chefe de Governo. Assim, resta ao CDS, o terceiro elemento da ‘troika’ de partidos que, segundo Portas, têm capacidade para vencer eleições.

Resta ao candidato centrista provar ao eleitorado que está nessa posição e conquistar votos, à Direita e à Esquerda, numa missão que não se afigura fácil. Impossível é um acordo pré-eleitoral com o PSD, o que já seria pouco provável. Resta saber como conviverá Portas com Passos, se os sociais-democratas vencerem as eleições e precisarem dos votos do CDS para formar uma maioria parlamentar.

Cederá Paulo Portas e coligar-se-á com um primeiro-ministro que, segundo o líder centrista, “não está preparado”? Mas antes dos resultados de 5 de junho, importa analisar as questões pré-eleitorais e perceber qual o efeito desta estratégia de Portas, na campanha e nas sondagens…

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