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Portagens na autoestrada transmontana preocupam residentes

auto-estrada1Colocação de portagens na autoestrada que substitui o IP4 está a preocupar os transmontanos. António Ramalho, presidente da Estradas de Portugal, considera que este é “um não tema” e lembra que há contratos assinados que preveem “portagens em 10 por cento” da infraestrutura.

A autoestrada transmontana, segundo o presidente da Estradas de Portugal, António Ramalho, é um projeto que não tem contratualmente garantido, “em lado nenhum”, a isenção de portagens. “O nosso contrato tem portagens em 10 por cento da autoestrada, o que corresponde a 14 quilómetros. Esse é o contrato que está em vigor”, lembra.

Mesmo assim os residentes estão preocupados, porque as obras aproximam-se do fim – resta o nó de ligação ao IP4, em Parada de Cunhos (Vila Real), que está previsto que abra no fim de agosto – e surge o cenário, nos locais, de a nova A4, que dissolve o IP4, se transformar numa via com custos e sem alternativas.

O contrato inicial previa apenas portagens nas variantes às cidades de Vila Real a Bragança. E em fevereiro de 2011, José Sócrates, primeiro-ministro que apostou no projeto de construção da primeira autoestrada de Trás-os-Montes, revelou que a autoestrada transmontana iria ter um regime de portagens semelhante aos das scut e com uma isenção para residentes.

Durante uma visita ao Viaduto do Corgo, que fará parte daquela infraestrutura, António Ramalho considerou que o tema não é, nesta altura, prioritário. Certo é que, concluída a ligação entre Vila Real e Bragança, faltará apenas o nó de ligação ao IP4, em Parada de Cunhos, que nos próximos dias abre ao trânsito.

António Ramalho salientou que a infraestrutura resulta de um “investimento significativo”, que o Estado “ainda não pagou”. O plano definido pelo anterior Governo prevê um período de pagamento até 2039, a partir de 2014: “A autoestrada será paga a partir de 2014, com um custo médio de cerca de 60 milhões anuais”.

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