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“Polícias em greve de fome é uma vergonha para um país inteiro”, diz Ventura

O anúncio de uma greve de fome na polícia, simbolizada na pessoa de um sindicalista, deixou André Ventura indignado. O líder do Chega “compreende” o protesto, mas alertou para os “tempos negros” que pairam sobre a nossa democracia.

Ernesto Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado da Polícia (SUP), começou hoje uma greve de fome à porta do Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República, como protesto contra “o incumprimento da decisão judicial do Supremo Tribunal Administrativo” por parte do Ministério da Administração Interna, num caso relativo aos suplementos remuneratórios.

Este protesto do polícias, simbolizado na greve de fome por tempo indeterminado de um sindicalista, “é uma vergonha para um país inteiro”, no entender de André Ventura.

“A decisão consegue-se compreender se atendermos às tremendas e terríveis injustiças de que são vítimas os polícias em Portugal”, sustentou o líder do Chega, em declarações ao PT Jornal.

“De facto, para além de reivindicações justíssimas relativamente ao pagamento dos suplementos cortados desde 2010 – e que derivam de uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo que não está a ser cumprida pelo Governo –, continuam vigentes regras altamente discriminatórias entre polícias, realidade para a qual o Governo parece querer continuar a fechar os olhos”, reforçou.

André Ventura apontou ainda o dedo à “extraordinária desautorização levada a cabo pelo Presidente da República e pelo Governo”, nomeadamente com “os episódios do Bairro da Jamaica”.

“Só podia acabar assim e não é expectável que as tensões entre polícias e Governo amenizem, bem pelo contrário”, alertou.

“A continuar assim, cedo ou tarde, os polícias voltarão mesmo a manifestar-se fardados… independentemente de pareceres jurídicos ou de decisões judiciais”, concluiu André Ventura.

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