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Polícia da Nova Zelândia admite pelo menos 14 mortos devido a erupção do vulcão Whakaari

A polícia da Nova Zelândia admitiu hoje que sejam pelo menos 14 o número de mortos causado pela erupção de um vulcão numa ilha daquele país, de acordo com um novo balanço ainda provisório.

O último balanço, que tinha sido anunciado hoje de manhã, referia a existência de cinco mortos e oito desaparecidos.

Numa conferência de imprensa hoje realizada, a polícia confirmou a morte de cinco pessoas e adiantou considerar já mortas outras oito, desaparecidas desde o incidente. Durante a noite, as autoridades confirmaram ainda a morte de um dos feridos, que estava no Hospital de Auckland.

A polícia já anunciou que vai abrir uma investigação criminal para determinar se houve responsabilidades dos operadores turísticos nas mortes causadas pela erupção do vulcão Whakaari.

O nível de ameaça do vulcão foi aumentado na semana passada, o que levanta a questão de saber se os turistas deveriam ter tido autorização para visitar a Ilha Branca, também chamada Whakaari, no norte da Nova Zelândia.

“Vamos abrir uma investigação criminal sobre as circunstâncias em que as pessoas morreram e foram feridas”, disse o vice-comissário da polícia neozelandesa, John Tims, na conferência de imprensa.

“Não podemos dizer a 100 por cento que todos estão mortos, mas há fortes indícios de que não resta ninguém vivo na ilha”, afirmou John Tims.

“Esta manhã, os esforços estão a ser concentrados na tentativa de recuperar os corpos, garantindo que a polícia o possa fazer em segurança”, adiantou a primeira-ministra, Jacinda Ardern, admitindo que nenhum dos voos feitos sobre a ilha detetou qualquer sinal de vida.

Entre os desaparecidos e feridos contam-se turistas da Austrália, Estados Unidos, Reino Unido, China e Malásia, além de neozelandeses que os guiavam.

“Quarenta e sete pessoas estavam na ilha” e 31 estão atualmente hospitalizadas, adiantou um porta-voz da polícia, Bruce Bird.

A erupção, ocorrida às 14:11 de segunda-feira (01:11 em Lisboa), libertou uma espessa nuvem de fumo branco, a uma altura de 3,6 quilómetros.

Imagens captadas por uma câmara no local mostraram um grupo de meia dúzia de pessoas a andar pela cratera, alguns segundos antes da erupção do Whakaari.

No dia 03 de dezembro, o grupo de controlo de atividades geológicas da GeoNet alertou que o vulcão Whakaari tinha entrado num “período de atividade eruptiva”, embora tenha apontado que a situação não representava “perigo direto para os visitantes”.

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