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Polícia argentino mata a tiro o cão que roubou um bife da esquadra

cao bife 210cao bife bigUm polícia argentino, cujo nome não é revelado, matou a tiro um cão porque este lhe roubou o almoço. O animal entrou na esquadra, pegou num bife e fugiu, sendo abatido na rua com quatro tiros. O caso quase foi abafado pela população devido ao receio de represálias.

Um agente da polícia usou a arma de serviço, em horário de expediente, para abater um cão. Motivo: o animal roubara-lhe o almoço. O incidente, que ocorreu em Caá Yarí, esteve para ser abafado porque toda a gente que testemunhou o ato se calou com receio de represálias por parte do polícia.

Acabou por ser um funcionário público, Alan Elberg, a apresentar queixa formal na Procuradoria e a trazer o caso para os jornais. Foi a dona do cão a confirmar a Elberg o que se tinha passado, apesar de, por medo, não tenha apresentado queixa.

O animal terá conseguido entrar na esquadra pela porta das traseiras, atraído pelo cheiro de um bife à milanesa. Ao apoderar-se da carne, terá atirado um prato ao chão, despertando a atenção do polícia. O agente correu para a rua atrás do cão, que fugira com o almoço, e abateu-o com quatro tiros.

O som da arma atraiu vários vizinhos e a própria dona do cão, mas “ninguém denunciou por medo das represálias e o assassinato foi encoberto”, contou Elberg: “espero que agora seja feita justiça, tanto pelo animal, como pelo uso indevido da arma para um assassinato deste tipo. Por medo, todas as pessoas ficaram caladas e ninguém denunciou porque o acusado é um agente da polícia, mas eu acredito que será feita justiça”.

Uma fonte da Procuradoria já fez saber que o polícia não consta na lista de agentes da esquadra onde ocorreu o roubo do almoço, aguardando pelos registos da polícia de Caá Yarí. De acordo com a Lei de Proteção Animal 14.346 da Argentina, o agente poderá ser condenado a um ano de prisão.

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