Economia

“Podemos admitir uma falha na comunicação” com Costa, reage Centeno

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou que se pode “admitir” que houve “uma falha na comunicação” com o primeiro-ministro, António Costa, sobre o empréstimo público ao Novo Banco.

A declaração do ministro surgiu após Costa ter sido obrigado a pedir desculpa a Catarina Martins, líder do BE, por ter garantido que não ia haver mais financiamento público ao Novo Banco sem serem conhecidos os resultados da auditoria horas depois da injeção de 850 milhões de euros.

“Podemos admitir, e terá havido um atraso, uma falha na comunicação entre o Ministério das Finanças e o primeiro-ministro no momento do debate quinzenal”, explicou Mário Centeno, em declarações à TSF.

O ministro das Finanças fez questão de frisar que tal falha não foi “financeira”, a qual teria “um caráter desastroso para o sistema financeiro e sistema bancário em Portugal”.

“Posso garantir que não houve nenhu19ma falha financeira, nem nenhum incumprimento”, insistiu.

Centeno salientou ainda que essa “falha na comunicação” não vai alterar a relação do ministro das Finanças com o primeiro-ministro, lembrando que a mesma é, a nível institucional, “a mais longa da democracia portuguesa”.

O novo empréstimo público ao Novo Banco foi realizado através da injeção de 850 milhões de euros no Fundo de Resolução, estando previsto desde 2017, quando 75 por cento do banco foram vendidos ao Lone Star, ficando o Fundo de Resolução com os restantes 25 por cento.

Até 2026, o Fundo de Resolução terá de recapitalizar o Novo Banco até um limite de 3890 milhões de euros.

Para tal, todos os anos o Fundo de Resolução pede um empréstimo ao Estado, a devolver ao longo de 30 anos.

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