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PM escocesa favorável a eleições legislativas antes de 31 de outubro

A primeira ministra da Escócia manifestou-se hoje a favor de eleições legislativas antecipadas, desde que estas ocorram antes de 31 de outubro, data prevista para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

A convocação pelo primeiro-ministro de uma reunião esta tarde do Governo britânico para avaliar as consequências de legislação para bloquear um Brexit sem acordo está a alimentar especulação de que Boris Johnson poderá propor antecipar eleições.

Sturgeon disse através da rede social Twitter que “como se fala de uma eleição geral, eu digo ‘vamos lá’ … mas deve ser antes de 31 de outubro. Os deputados não devem permitir que Johnson brinque com a data como uma manobra para forçar um Brexit sem acordo”.

Em causa está uma anunciada manobra de deputados conservadores e da oposição para fazer aprovar legislação que impõe um novo adiamento da data prevista para que não ocorra no dia 31 de outubro.

Nos termos da Lei dos Parlamentos de Prazo Fixo, as eleições realizam-se obrigatoriamente no espaço de cinco anos, pelo que as próximas só estão marcadas para 2022.

Para antecipar, é necessário que dois terços dos deputados concordem ou, em alternativa, o executivo pode ser derrubado por uma moção de censura, resultando em eleições legislativas antecipadas se nenhum Governo alternativo conseguir um voto de confiança no espaço de 14 dias.

Tendo em conta que o atual Governo tem apenas uma maioria de um deputado e que vários conservadores são contra um Brexit sem acordo, será precisa a ajuda do principal partido da oposição para convocar eleições antecipadas.

Hoje, em Salford, o líder do partido Trabalhista, reiterou o interesse em eleições legislativas, “para que as pessoas deste país possam decidir sobre o futuro delas”.

Porém, disse que a prioridade é “fazer tudo o possível para impedir uma saída sem acordo da União Europeia (UE)” e adiantou que está a trabalhar em conjunto com outros partidos.

Esta manhã, o antigo primeiro-ministro Tony Blair alertou Corbyn para o risco de cair numa “armadilha de elefante” ao facilitar eleições legislativas que possam ser usadas para um Brexit sem acordo.

“É contra-intuitivo para os partidos da oposição recusarem umas eleições. Mas neste caso excecional, é vital que o façam por uma questão de princípio, até que o Brexit esteja resolvido”, defendeu Blair.

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